Educação
Influenciadores: Conselho das Escolas lembra responsabilidades dos diretores
12 mar, 2026 - 20:56 • Fátima Casanova
Órgão consultivo do Ministério da Educação dirige apelo aos diretores sobre “acesso às escolas por pessoas estranhas à mesma” e lembra que cabe às lideranças escolares validar as atividades.
O Conselho das Escolas lembra as responsabilidades dos diretores escolares, na sequência do caso de influenciadores misóginos e pornógrafos envolvidos em atividades com alunos em estabelecimentos de ensino.
O chamado caso dos influenciadores motiva um novo ofício dirigido aos diretores escolares, a apelar ao sentido de responsabilidade destes dirigentes quando autorizam a entrada de estranhos nas escolas.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Depois da Inspeção Geral da Educação, também o Conselho das Escolas se dirige aos diretores. Pede que exerçam o seu poder de liderança para avaliar as atividades a desenvolver no espaço escolar, de modo a salvaguardar a missão das escolas.
“No âmbito da autonomia das escolas, compete aos órgãos de gestão analisar e decidir, sobre múltiplas dimensões da vida escolar, designadamente nas áreas pedagógica, curricular, administrativa e financeira”, refere o Conselho das Escolas, num ofício a que a Renascença teve acesso.
Caso dos influenciadores: Inspeção da Educação recorda obrigações dos diretores
IGEC enviou um ofício para lembrar às direções esc(...)
O órgão consultivo do Ministério da Educação diz que todas as atividades escolares devem constar do Plano Anual e a devem “contribuir para o cumprimento dos objetivos definidos no Projeto Educativo”.
O Conselho das Escolas apela a uma “reflexão sobre a realização de atividades que se afastem do âmbito habitual das atividades escolares”, bem como a “adequação ao contexto educativo, às idades dos alunos e aos princípios e valores que orientam a escola pública”.
Defende também o cumprimento rigoroso das normas de proteção de dados pessoais, como “a captação, utilização e reprodução de imagens de alunos”.
Os alertas acontecem depois de uma investigação do jornal Público ter identificado 80 escolas, que permitiram a entrada de influenciadores que fazem negócio com a sexualização de crianças e jovens.
- Noticiário das 8h
- 19 abr, 2026









