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Operação “Planta Segura”

Polícia Judiciária detém quatro pessoas em operação a lojas que vendiam produtos com canábis

12 mar, 2026 - 15:27 • Olímpia Mairos

Operação “Planta Segura” resultou ainda na constituição de dez arguidos e na apreensão de cerca de oito mil doses de canábis.

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A Polícia Judiciária anunciou esta quinta-feira a detenção de quatro pessoas e a constituição de dez arguidos numa operação nacional de fiscalização dirigida a estabelecimentos que comercializavam produtos com canábis e derivados.

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Em comunicado, a PJ explica que a operação, designada “Planta Segura”, foi realizada a 2 de março pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, no âmbito da campanha “Portugal Sempre Seguro”.

Durante a ação foram identificados 32 cidadãos, entre os quais um estrangeiro, e visadas quatro empresas ligadas à venda deste tipo de produtos.

As autoridades apreenderam 19.058 gramas de canábis em folha, 168 gramas de resina de canábis e 987 mililitros de óleo de canábis, o equivalente a cerca de oito mil doses individuais.

No total, participaram na operação 121 elementos policiais e 43 viaturas, tendo sido realizadas 23 buscas não domiciliárias e uma domiciliária. A investigação resultou ainda na abertura de 20 processos-crime por tráfico de estupefacientes.

Venda sem autorização é ilegal

A operação contou com a participação de várias diretorias e departamentos de investigação da Polícia Judiciária e foi realizada em colaboração com o Infarmed e com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

A PJ sublinha que a venda deste tipo de produtos não é permitida sem autorização da autoridade competente.

A venda de produtos à base de canábis não é permitida em território nacional sem a devida autorização do Infarmed”, refere a polícia.

A instituição alerta ainda que a comercialização ou disponibilização ao público de substâncias classificadas como estupefacientes fora do enquadramento legal constitui crime de tráfico de estupefacientes.

Alertas para riscos para a saúde

No mesmo comunicado, a Polícia Judiciária chama também a atenção para os riscos associados ao consumo de produtos vendidos como derivados de canábis.

Segundo a PJ, muitos destes produtos, frequentemente apresentados como naturais, podem conter concentrações de substâncias psicoativas capazes de provocar efeitos adversos significativos, incluindo alterações cognitivas, perturbações do humor, dependência e riscos acrescidos para a saúde mental, sobretudo entre os mais jovens.

As autoridades apelam, por isso, à população para que evite adquirir substâncias cuja origem e composição não estejam devidamente certificadas e privilegie sempre informação proveniente de entidades oficiais.

A Polícia Judiciária garante que vai continuar a desenvolver ações coordenadas em todo o território nacional no combate ao tráfico de estupefacientes e na defesa da saúde pública.

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