Lei Laboral
CGTP vai ao Ministério do Trabalho (sem convite)
13 mar, 2026 - 20:35 • Marisa Gonçalves
“Vamos dizer ao Governo, mais uma vez, que a CGTP não se afasta de nada. Bem pelo contrário", afirma o secretário-geral, Tiago Oliveira.
A CGTP não foi convidada, mas vai deslocar-se ao Ministério do Trabalho na segunda-feira, dia em que vai decorrer uma reunião entre UGT e quatro confederações empresariais sobre o pacote laboral.
Em declarações à Renascença, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, indica que vai ficar à consideração da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, receber ou não a central sindical.
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Uma delegação da CGTP vai deslocar-se ao ministério, pelas 15h00, hora para a qual está marcado o encontro.
Em declarações ao programa Dúvidas Públicas da Renascença, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, defendeu a presença da CGTP no encontro sobre o pacote laboral.
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Tiago Oliveira recusa que a Confederação Geral dos Trabalhadores se tenha autoexcluído das negociações e desafia a ministra do Trabalho a analisar as suas propostas.
“Vamos dizer ao Governo, mais uma vez, que a CGTP não se afasta de nada. Bem pelo contrário. O que a CGTP quer é que as suas propostas sejam discutidas. Ao contrário daquilo que eles nos estão a tentar fazer, que é discutir apenas as propostas de quem manda trabalhar, nós queremos discutir as propostas de quem trabalha”, afirma o líder da central sindical.
“Fica agora nas mãos do Governo o próximo passo. Entregámos ao primeiro-ministro 190 assinaturas de rejeição do pacote laboral. Quem está a seguir este caminho da forma que está a seguir, tem um objetivo muito concreto, e nós não vamos permitir que isto se concretize”, sublinha.
Questionado pela Renascença, Tiago Oliveira não exclui novas greves contra as alterações à lei laboral.
"Todas as formas de luta estão em cima da mesa. Dissemos isso desde o início, quando foi a construção do caminho para a greve geral. Continuamos a dizer que quanto maior for o ataque maior será a resposta dos trabalhadores. Não vamos permitir que se construa, por vias travessas, um verdadeiro ataque aos trabalhadores. Lá estaremos na segunda-feira, dando a cara, que é isso que nos caracteriza", garante o líder da CGTP.
[notícia atualizada às 23h15]
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