Operação cibernética
“Cibercrime mais destrutivo do que nunca”. Interpol desativa mais de 45 mil endereços de IP
13 mar, 2026 - 11:13 • Liliana Monteiro
Mais de 200 dispositivos foram intercetados em esquemas de extorsão sexual e fraudes com cartões de crédito. Interpol avisa que se mantém no terreno, com investigações em curso a redes criminosas online que contam com cooperação mundial.
Numa operação internacional de combate ao cibercrime — phishing, malware e ransomware — a Interpol desmantelou mais de 45.000 endereços IP e servidores considerados maliciosos. Durante a operação Synergia III foram ainda detidas 94 pessoas e 110 continuam sob investigação.
Neste trabalho, que decorreu entre julho de 2025 e o final de janeiro deste ano, estiveram envolvidos 72 países.
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Em comunicado, esta polícia de combate ao crime internacional revela que as investigações “levaram a uma série de ações coordenadas pelas autoridades nacionais, incluindo buscas em locais estratégicos e a interrupção de atividades cibernéticas maliciosas”.
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Ao todo, foram intercetados 212 dispositivos eletrónicos e servidores. Entre os esquemas mais comuns estão “sites fraudulentos, golpes românticos de extorsão sexual e fraudes com cartões de crédito”.
“Cibercrime está mais sofisticado e destrutivo do que nunca"
O diretor da Diretoria de Crimes Cibernéticos da Interpol, Neal Jetton, avisa que “o cibercrime em 2026 está mais sofisticado e destrutivo do que nunca, mas a Operação Synergia III foi uma poderosa demonstração do que a cooperação global pode alcançar”.
A Interpol acrescenta que “permanece na vanguarda desta luta, unindo agências e especialistas do setor privado para desmantelar redes criminosas, neutralizar ameaças emergentes e proteger vítimas em todo o mundo”.
Esta polícia fala ainda da abrangência das táticas criminosas empregadas, que levou à deteção de esquemas em Macau (China), Togo, Bangladesh, entre outros.
Entre os países que participaram nesta megaoperação estão: Angola, Argentina, Áustria, Bahrein, Bangladesh, Botsuana, Brasil, Burkina Faso, Burundi, Camarões, Colômbia, República Democrática do Congo, Eritreia, França, Gâmbia, Geórgia, Cazaquistão, Quénia, Kuwait, Letónia, Líbano, Macau (China), Nigéria, Omã, Paquistão, Palestina, África do Sul, Suíça, Tanzânia e Togo.
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