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Greve

Dezenas de médicos e enfermeiros exigem parque gratuito no hospital de Braga

13 mar, 2026 - 13:55 • Isabel Pacheco

Médios, enfermeiros e técnicos de saúde em protesto de 24 horas contra o “elevado preço” do estacionamento no hospital de Braga. Dizem-se sem "alternativa" e pedem gratuitidade para trabalhadores e utentes.

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A enfermeira Isabel Martins juntou-se, esta sexta-feira, ao protesto de dezenas de profissionais de saúde em frente ao Hospital de Braga. Os trabalhadores pedem o fim do estacionamento pago ou, pelo menos, preços mais reduzidos.

A enfermeira faz as contas: “Se for no parque exterior são 36 euros por mês, mais de 50 euros se for no parque coberto”, explica, defendendo “estacionamento gratuito para todos os trabalhadores” e lembrando “o peso no orçamento familiar”.

“Se tivermos em conta o salário mínimo e que tenham de pagar 630 euros por ano, tem um impacto muito grande”, sublinha Isabel Martins, lembrando que “a grande questão aqui é não haver alternativa”.

Os utentes do hospital concordam que o preço do estacionamento é “elevado”, mas as opiniões dividem-se sobre se o assunto justifica uma greve.

“Acho que não”, diz João Silva, até porque “paga-se em todo o lado”. Ao lado, a mulher, Josefina, discorda: “Os médicos não deviam pagar nada para nos valerem sempre a correr”.

Manuela reconhece que “sim”. Trata-se de uma greve “devido aos preços elevados”. “Os médicos têm razão”, acrescenta outra utente.

Joana Bordalo e Sá, dirigente da Fnam, Federação Nacional dos Médicos, — um dos sindicatos que se associaram ao protesto — justifica a decisão com a necessidade de pôr fim ao “lucro” do parque de estacionamento de um hospital público e defende a gratuitidade para profissionais e utentes.

“Estamos a falar de um hospital que não tem alternativas de transportes públicos, que à noite pura e simplesmente não existem”, aponta Joana Bordalo e Sá, destacando que se trata de um parque “extremamente caro para os utentes”.

“Estamos aqui para que este parque seja gratuito, não só para todos os profissionais, mas também para os utentes, porque é um parque de um hospital. Não deve existir para gerar lucro”, remata.

Promovida pela Federação Nacional dos Médicos, por dois sindicatos de enfermeiros, pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde de Diagnóstico e Terapêutica e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, a greve — que começou à meia-noite — registava, ao final da manhã desta sexta-feira, uma adesão a rondar os 70%, segundo os sindicatos.

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