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Relatório da APA identifica danos em 28 praias do litoral alentejano

13 mar, 2026 - 17:53 • Lusa

A instabilidade das arribas, a erosão costeira e episódios de galgamentos costeiros, foram as ocorrências mais dominantes neste território, apontou o relatório.

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As sucessivas tempestades de inverno provocaram danos em 28 praias do litoral alentejano, a maioria relacionada com erosão costeira e instabilidade em arribas, revela um relatório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Segundo o documento, consultado pela agência Lusa, na área de intervenção da Administração Regional Hidrográfica (ARH) Alentejo, as principais ocorrências estão relacionadas com danos em "passadiços e rampas de acesso à praia e, pontualmente, em alguns apoios de praia".

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O levantamento feito pela APA concluiu que, no litoral alentejano, foram sinalizadas ocorrências em 28 praias, entre as quais cinco no concelho de Grândola, uma no concelho de Santiago do Cacém, nove no de Sines, no distrito de Setúbal, e 13 praias no concelho de Odemira, distrito de Beja.

A instabilidade das arribas, a erosão costeira e episódios de galgamentos costeiros, foram as ocorrências mais dominantes neste território, apontou o relatório.

Uma das praias referidas no relatório é a de Morgavel, no concelho de Sines, onde ocorreu uma derrocada da Estrada Municipal (EM) 1109, de acesso a Porto Covo, que apresenta danos ao nível das estruturas de proteção e defesa e em áreas construídas de fruição e uso público (acessos às praias, passadiços, paredões e passeios marginais).

O relatório técnico indica que os prejuízos estimados na faixa costeira do país, em termos de danos, ascendem a cerca de 27 milhões de euros, cuja intervenção se prevê "no imediato", ao que se acrescentam outras intervenções de caráter "mais estruturante no curto e médio prazo".

No relatório, a Agência Portuguesa do Ambiente considera prioritária a reconstrução das escadas de acesso em 10 praias do concelho de Odemira, sendo esta a única intervenção prevista para o litoral alentejano, até ao início da época balnear deste ano.

A curto prazo, ou seja, até dezembro de 2027, está prevista a reposição de sedimentos do leito do rio Mira na Praia da Franquia, para proteção de infraestruturas adjacentes na marginal de Vila Nova de Milfontes, também no concelho de Odemira.

O documento da APA prevê que 15 milhões de euros sejam aplicados até ao início da época balnear, em maio, e outros 12 milhões até ao final do ano, com 31 milhões investidos até ao final de 2027 e outros 53 milhões a partir de 2028.

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