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Associação da GNR recorda acordo de 2024 em reunião com novo ministro da Administração Interna

16 mar, 2026 - 23:26 • Redação

Reunião entre APG/GNR e ministro da Administração Interna realizou-se esta segunda-feira em Lisboa. Acordo de negociação firmado no final de 2024 dominou grande parte das preocupações apresentadas. Associação alerta para bloqueios nas carreiras e riscos no cálculo das pensões.

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A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) reuniu esta segunda-feira com o ministro da Administração Interna, Luís Neves, num encontro destinado a apresentar cumprimentos pela tomada de posse do governante e a expor preocupações relativas à situação profissional dos militares da Guarda.

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Entre os temas centrais esteve o acordo de negociação alcançado no final de 2024, que a associação considera determinante para o avanço de várias matérias estruturais.

“O acordo de negociação firmado no final de 2024 só aconteceu porque houve um compromisso explícito de se negociarem carreiras e remunerações, bem como o sistema de avaliação”, indicou a direcção nacional da APG/GNR em comunicado.

A associação recordou ao novo titular da pasta da Administração Interna que esse entendimento criou expectativas entre os profissionais da Guarda, sobretudo no que respeita à evolução nas carreiras e à valorização remuneratória.

Segundo a estrutura representativa, muitos militares encontram-se atualmente sem possibilidade de progressão horizontal, situação que tem contribuído para uma sensação de bloqueio profissional dentro da instituição.

De acordo com a APG/GNR, existem casos em que os profissionais ponderam abdicar da promoção, uma vez que a mudança de posto pode implicar a manutenção do mesmo vencimento e simultaneamente novas obrigações de colocação por imposição.

A reunião abordou também o cálculo das pensões de reforma. A associação alerta que a aplicação do regime convergente de pensões poderá traduzir-se em reduções significativas nos valores a receber pelos profissionais da Guarda.

Face a este cenário, a APG/GNR defende alterações urgentes à legislação, afirmando que existe um sentimento de revolta entre muitos militares relativamente ao impacto previsto nas reformas.

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