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Estudantes de Coimbra terão partilhado conteúdos racistas e misóginos. Universidade investiga

17 mar, 2026 - 08:59 • Lusa

Em causa alegados áudios e imagens enviados por estudantes da Faculdade de Direito da UC e do Coimbra Business School/Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.

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Os alegados casos de racismo, sexismo e xenofobia perpetrados por estudantes da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) estão a ser investigados, garantiu o reitor da Universidade, Amílcar Falcão.

Em causa, como adiantaram o Diário de Coimbra, Correio da Manhã e Notícias ao Minuto, estão alegados áudios e imagens enviados por estudantes da Faculdade de Direito da UC e do Coimbra Business School/Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra, do IPC, num grupo de WhatsApp, com conteúdos racistas, xenófobos e misóginos.

Questionado pelos jornalistas, à margem da conferência de lançamento de uma rede de parceria da Associação Académica de Coimbra (AAC) para promover parcerias nacionais e estrangeiras, Amílcar Falcão assegurou que há uma investigação a decorrer.

"O racismo, o sexismo e outros desvios comportamentais existem na sociedade em geral. Quando eles são manifestados dentro da Universidade, onde eu tenho jurisdição, eu trato dos assuntos. Quando eles são manifestados fora da Universidade, a única coisa que eu posso fazer é mandar para o Ministério Público, porque é um crime público, e abrir um processo de inquérito para averiguar se tem alguma interferência dentro da Universidade", afirmou.

"A Universidade de Coimbra repudia, naturalmente, todos os casos desviantes, todas as situações desviantes daquilo que é a normalidade e daquilo que são os valores humanistas que a Universidade defende", sublinhou Amílcar Falcão.

Também à margem da sessão, o presidente da direção-geral da AAC, José Machado, garantiu que a associação estudantil está a acompanhar a investigação, que, adiantou, é feita em conjunto com o IPC.

"Temos tido reuniões conjuntas com ambas as instituições de ensino superior e agora iremos acompanhar as próximas semanas", frisou.

De acordo com José Machado, a AAC quer "dinamizar uma série de métodos que possam combater este tipo de situações, tanto do ponto de vista passivo, com mesas redondas e momentos de debate", como também com "medidas mais restritivas e que procurem, de facto, mitigar estas situações".

O dirigente estudantil recordou que a associação já se havia posicionado, "em conjunto com a Provedoria do Estudante e com a Reitoria", contra "os atos xenófobos e racista".

Nas redes sociais, a AAC, juntamente com outras associações, expressou o seu repúdio "perante os lamentáveis episódios de racismo e misoginia recentemente ocorridos, envolvendo a Universidade de Coimbra e o Instituto Politécnico de Coimbra".

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  • joao santos
    17 mar, 2026 Coimbra 10:32
    A Universidade defende os interesses dela. Se os estudantes pagarem umas boas dezenas de milhares de euros, e se remeterem ao silêncio. O assunto fica arrumado na gaveta do Sr. Reitor. Em Coimbra denomina-se Lei do Coelho. Os problemas começam, quando alguns alunos não se rebaixam á corrupção dos professores.

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