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Ordem dos Médicos

​Meningite em Portugal? Probabilidade "é baixa", mas pode haver surtos

17 mar, 2026 - 20:09 • Cristina Nascimento

Vacina contra a doença faz parte do Programa Nacional de Vacinação e é administrada no primeiro ano de vida. Há reforços que podem ser administrados a partir dos 10 anos de idade.

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A probabilidade de existência de casos de meningite em Portugal é “baixa”, mas, ainda assim, podem ocorrer surtos pontuais.

É o que refere o Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, numa altura em que o Reino Unido regista um surto da doença. Dois jovens morreram e 11 estão hospitalizados, alguns em estado considerado grave.

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Em entrevista à Renascença, Ricardo Costa, presidente do colégio de pediatria, explica que, com a taxa de vacinação existente, a rondar os 96%, “a possibilidade de termos essa doença continua a ser baixa”.

O Programa Nacional de Vacinação (PNV) prevê que os bebés sejam vacinados “no primeiro ano de vida e com reforço aos 12 meses”, explica o médico. Ainda assim, adverte, “podem surgir surtos, ou seja, ninhos de conjunto de pessoas que desenvolve uma doença e que rapidamente se propaga a outros grupos, nomeadamente em turmas de escolas, de infantários e colégios”.

Ricardo Costa lembra que, depois do primeiro ano de vida, embora não faça parte do PNV, “existe no mercado uma vacina para os maiores de 10 anos” que permite reforçar a proteção, uma prática que é recomendada para grupos de risco, nomeadamente crianças e jovens com algumas doenças cardíacas ou neurológicas, bem como jovens que possam deslocar-se para países em que o risco é maior, como é o caso do Reino Unido.

Questionado sobre se considera necessário generalizar esse reforço da vacinação, Ricardo Costa diz que “neste momento não podemos recomendar”, dado que “não temos situação ainda semelhante ao que se passa no Reino Unido”.

Meningite e gripe, sintomas semelhantes

A meningite pode ser de origem viral ou bacteriana. Em Portugal, em 2024, registaram-se 96 casos da doença, de acordo com dados das autoridades de saúde.

Ricardo Costa explica que a doença, por vezes, não é diagnosticada no imediato, por ter sintomas “variados” e semelhantes a uma gripe.

“Dor de cabeça violenta, prostração, febre elevada, mau estado geral e que leva depois a uma situação às vezes de vómitos persistentes”, descreve. A situação pode depois evoluir para “alterações ao nível da pele”.

O agravar da situação obriga a “avaliação hospitalar”, devendo-se “iniciar tratamento de imediato e, sobretudo, ter o contacto das pessoas que estiveram próximas desse indivíduo para rapidamente conter o surto”, diz.

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