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Nova reviravolta na Operação Marquês: Defesa de Sócrates feita por oficioso de escala

17 mar, 2026 - 13:14 • Liliana Monteiro , Daniela Espírito Santo

A sessão desta manhã começou com a presença em sala do advogado que tinha sido escolhido pela Ordem dos Advogados, mas o tribunal e as defesas dos arguidos têm dúvidas sobre a forma e legalidade desta escolha.

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Mais uma reviravolta na Operação Marquês. A Defesa de José Sócrates vai ser feita esta tarde com recurso a um advogado oficioso de escala no tribunal.

A sessão desta manhã começou com a presença em sala do advogado que tinha sido escolhido pela Ordem dos Advogados (OA), para ajudar a resolver o problema das defesas de Sócrates, mas o tribunal e as defesas dos arguidos manifestaram dúvidas sobre a forma e legalidade desta nomeação, pelo que a juíza presidente, Susana Seca, decidiu pedir esclarecimentos ao Conselho Geral da Ordem dos Advogados sobre o processo que levou à escolha de Luis Carlos Esteves.

O advogado indicado pela Ordem, que descreve a forma como foi escolhido como 'atípica', diz que vai, mesmo assim, continuar a acompanhar os trabalhos do julgamento. No entretanto, será chamado esta tarde um advogado oficioso que esteja de escala para garantir a defesa do ex-primeiro ministro.

A sessão desta manhã trouxe ainda uma outro episódio a este julgamento. O advogado Filipe Batista, que faz defesa de Sofia Fava, ex-mulher de Sócrates, no mesmo processo, anunciou que tinha uma procuração 'condicionada' para defesa do antigo primeiro-ministro e que poderia assegurar agora tal cargo mediante uma condição que terai de ser garantida pelo tribunal. Ele que confessou ter recusado um pedido anterior para defender Sócrates por considerar que não tinha disponibilidade profissional e pessoal para isso.

Nesta altura estaria disponível para a defesa depois de José Sócrates lhe ter dito que está com dificuldades em encontrar um advogado que consiga estudar o processo em tão pouco tempo (10 dias). Ou seja, aceitaria ser advogado de defesa do principal arguido do caso se o julgamento parasse os 10 dias para que pudesse organizar a defesa.

A juíza explicou que a preparação poderia ser feita até ao início de maio tendo em conta que até essa data foram agendadas sessões para ouvir gravações sem que seja necessaria a presença do advogado na sala, podendo este substabelecer a representação noutra pessoa. O advogado recusou tal possibilidade.

Depois de uma pausa a juíza presidente não considerou avaliar o pedido do advogado da ex-mulher do ex-primeiro-ministro por este não ter sido feito enquanto advogado de Sócrates. Susana Seca perguntou se iria entregar a procuração, o advogado respondeu que não. Perante a resposta a juíza prosseguiu sem considerar aquilo que tinha sido explicado pelo advogado sobre o rumo da defesa de Sócrates.

A sessão prossegue às 14h30 com a reprodução em julgamento de declarações do arguidos prestadas em fase de inquérito.

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