Câmara de Lisboa abre inquérito sobre alegado esquema criminoso de luzes de Natal
19 mar, 2026 - 13:20 • João Malheiro
Inquérito visa procedimentos que levaram à celebração de um protocolo com a União de Associações do Comércio e Serviços.
A Câmara de Lisboa anunciou esta quinta-feira a abertura de um inquérito a um alegado esquema criminoso no fornecimento e instalação de iluminações de Natal na cidade.
Em comunicado, Carlos Moedas diz abrir inquérito à secretaria-geral do município "sobre os procedimentos que levaram à celebração de um protocolo com a União de Associações do Comércio e Serviços (UACS)".
A relação contratual entre a autarquia e esta entidade começou em 2012 e "manteve-se ininterruptamente até 2025"
A decisão foi tomada na sequência da Operação Lúmen da Polícia Judiciária (PJ). Foram feitas buscas na secretaria-geral da Câmara de Lisboa - tutelada nos últimos 15 anos por Alberto Laplaine Guimarães - um dos quatro detidos na operação.
De acordo com a agência Lusa, que cita fonte judicial, a empresa Castros Iluminações Festivas, sediada em Vila Nova de Gaia, também está entre as visadas pela investigação.
Laplaine Guimarães terá beneficiado a Castros Iluminações Festivas em contratos superiores a quatro milhões de euros para as luzes de Natal em Lisboa, entre 2019 e 2025.
Além de Lisboa e da Câmara Municipal da Maia, também as autarquias de Tavira, Trofa e Santa Maria da Feira confirmaram a realização de buscas por parte da Polícia Judiciária.
Contactada pela Renascença, fonte da empresa disse desconhecer a investigação.
Segundo fonte judicial, a empresa — que recusou prestar declarações à Lusa — foi alvo de buscas no âmbito da operação “Lúmen”, na qual foi também detida Carla Salsinha, presidente da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS).
- Noticiário das 11h
- 19 mai, 2026







