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Enfermeiros em greve por carreiras e reforço de efetivos

20 mar, 2026 - 08:08 • Redação

O protesto surge como resposta à ausência de decisões do Governo sobre as progressões nas carreiras e à escassez de profissionais no sistema público.

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Esta pode ser uma manhã complicada para quem tiver uma consulta ou uma cirurgia: os enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde estão em greve esta sexta-feira, dia 20 de março.

A paralisação, que conta com a garantia de serviços mínimos, ocorre após uma reunião inconclusiva com o Governo na passada segunda-feira.

O dirigente nacional do Sindicato de Enfermeiros Portugueses (SEP), Rui Marroni, antevê uma forte adesão que devera paralisar grande parte da atividade programada.

"Os serviços mais afetados são sempre os serviços de atendimento, o bloco operatório, os cuidados primários. (...) Naturalmente, há serviços mínimos que são cumpridos para dar resposta as situações urgentes e mais emergentes, mas, no restante, aquilo que se espera é uma boa adesão dos enfermeiros, particularmente neste serviço e nas consultas" conta o dirigente à Renascença.

No centro do conflito está a contabilização de pontos de avaliação de desempenho, um processo que dita a progressão dos enfermeiros nos escalões remuneratórios.

O sindicato alerta para a falta de recursos humanos e exige a contratação imediata de profissionais, com dotações seguras em hospitais e centros de saúdes, a contagem do tempo de serviço prestado com vínculo precário e a abertura de concursos para enfermeiros especialistas e gestores.

O Sindicato também exige a retirada da proposta de alteração do Pacote Laboral, que, segundo afirmam, retira direitos e impõe aos trabalhadores a quase disponibilidade total para as necessidades das empresas, incluindo o setor empresarial do Estado.

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