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Dia Mundial da Árvore

Tempestade Kristin deixa dois milhões de metros cúbicos de pinho no chão e ameaça fileira florestal

21 mar, 2026 - 09:38 • Teresa Almeida

A tempestade Kristin derrubou cerca de dois milhões de metros cúbicos de madeira de pinheiro-bravo nos concelhos mais afetados entre a Figueira da Foz e Leiria, um volume que corresponde a cerca de 50% das necessidades da indústria da fileira do pinho em Portugal.

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A fileira do pinho enfrenta uma situação crítica depois da passagem da tempestade Kristin, que deixou no terreno cerca de dois milhões de metros cúbicos de madeira de pinheiro-bravo, sendo que os concelhos mais afetados se situam entre a Figueira da Foz e Leiria. Segundo o Centro Pinus, trata-se de uma quantidade equivalente a metade da capacidade de consumo das indústrias do setor, numa altura em que o mercado já se encontrava pressionado pela madeira resultante dos incêndios de 2025.

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Neste que é o Dia Mundial da Árvore, Susana Carneiro, do Centro Pinus, alerta que o excesso atual de madeira disponível é apenas conjuntural e não resolve a carência estrutural de matéria-prima. “Há uma falta estrutural de madeira de pinheiro-bravo, mas o que acontece é que neste momento temos um excesso de oferta que é completamente conjuntural”, sublinha.

Perante este cenário, a associação defende a criação urgente de parques de recolha e preservação de madeira sob responsabilidade do ICNF. A medida permitiria retirar parte da madeira do mercado, conservar a sua qualidade e aumentar as hipóteses de valorização comercial futura. “Seria um grande serviço público (...) que o ICNF estabeleça estes parques para retirar a madeira do mercado e que sejam irrigados para poder preservar a madeira com qualidade ainda para serração”, defende Susana Carneiro.

O problema agrava-se porque muitas empresas continuam ainda a trabalhar com madeira proveniente dos incêndios do ano passado, não existindo capacidade para absorver de imediato o novo volume provocado pela tempestade. “Esta tempestade veio num momento já muito desfavorável”, reconhece a responsável.

Para o Centro Pinus, sem uma resposta rápida das entidades públicas, há o risco de se perder matéria-prima essencial para o setor nos próximos anos, comprometendo proprietários florestais e indústrias que dependem do pinheiro-bravo. “É muito importante criar parques que permitam retirar esta madeira do mercado e aguardar condições mais favoráveis para a valorizar do ponto de vista comercial”, conclui.

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