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Luís Neves. "Ataque falhado" à Marcha pela Vida reforça "alerta para o extremismo"

22 mar, 2026 - 14:44 • Liliana Monteiro , Daniela Espírito Santo

Ministro da Administração Interna destaca "pronta intervenção da PSP" após lançamento de cocktail molotov na direção de manifestantes, junto à Assembleia da República.

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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reagiu ao incidente de violência registado este sábado durante a Marcha pela Vida, em Lisboa.

Falando de um "ataque falhado" à manifestação, que "reforça alerta para o extremismo", o responsável garante que não será tolerada "qualquer forma de extremismo violento".

"Continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos", acrescenta Luís Neves, que deixa um elogio à "pronta intervenção da PSP" que, "evidenciando a eficácia e o profissionalismo na proteção dos cidadãos", rapidamente deteve o responsável pelo incidente, que terá atirado um cocktail molotov a um grupo de manifestantes, em frente ao Parlamento.

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Em comunicado enviado às redações já este domingo, a PSP confirma que deteve "um homem de 39 anos" na sequência do incidente e que, "no momento dos factos", a manifestação "contava com cerca de 500 participantes", entre eles "menores, incluindo crianças e bebés".

"De acordo com os elementos de informação apurados no local, o suspeito aproximou-se da zona onde se encontravam os manifestantes e arremessou um engenho incendiário improvisado do tipo “cocktail molotov”, contendo gasolina, na direção das pessoas presentes. O engenho acabou por embater no solo junto de um grupo de manifestantes, não tendo deflagrado no momento do impacto, circunstância que evitou consequências potencialmente mais gravosas, embora tenha gerado um clima de alarme e perturbação no local", é dito, no mesmo comunicado.

Segundo a PSP, algumas pessoas foram atingidas pelo líquido e ficaram com "a roupa impregnada com uma substância que apresentava forte odor a gasolina".

Na mesma missiva, a PSP acrescenta que outras pessoas fugiram do local, alegadamente integrados num grupo "de conotação anarquista". Destes, foram "identificados três membros", mais tarde e já noutro local.

Centenas de manifestantes participaram, este sábado, em Lisboa, na Marcha pela Vida. A iniciativa ficou, este ano, marcada por este incidente, já no final e depois dos discursos em frente ao parlamento. "Um indivíduo atirou um objeto incendiário na direção de mulheres, crianças e bebés. O objeto não chegou a incendiar", garantia à Renascença a organização, este sábado.

A organização "condena veementemente este ato de violência", numa "iniciativa pacífica, apartidária e aconfessional", que representa "um ataque à liberdade de expressão e de manifestação pacífica de todos os cidadãos".

Esta marcha é uma iniciativa internacional, que se repete em vários países e em várias cidades.

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