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DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Tempestades expõem risco para a saúde pública e poluição da água exige plano nacional

22 mar, 2026 - 08:00 • Teresa Almeida

A poluição das águas após as recentes tempestades está a levantar sérias preocupações. O hidrobiólogo Bordalo e Sá alerta que as ETAR não têm capacidade para responder ao excesso de carga, defendendo um plano de emergência nacional para travar a contaminação de rios, estuários e do mar.

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A incapacidade das estações de tratamento de águas residuais (ETAR) para lidar com volumes extremos de água e poluentes está a agravar o impacto ambiental das tempestades.

À Renascença, o hidrobiólogo Bordalo e Sá refere que a falta de resposta adequada permite que detritos, pesticidas e matéria orgânica sejam arrastados diretamente para os cursos de água.

"Os contaminantes vão parar à água, da água vão para os rios, dos rios para os estuários e depois para o mar. E do mar vem o peixe que nós comemos”, alerta o especialista, sublinhando o risco direto para a saúde pública.

O hidrobiólogo defende a realização urgente de estudos independentes, ETAR a ETAR, como base para a criação de um plano de emergência a nível nacional “É preciso desenvolver um plano de emergência a nível nacional para resolver a situação”, afirma. O objetivo é identificar falhas, reforçar a capacidade de tratamento e evitar episódios de contaminação em larga escala.

A situação torna-se ainda mais grave devido à ausência de controlo eficaz das águas pluviais. Bordalo e Sá critica a falta de monitorização, lembrando que não está em causa apenas a contaminação fecal, mas também uma “carga gigantesca de matéria orgânica” e outros poluentes arrastados pelas chuvas.

Entre os fatores agravantes estão os danos provocados em empresas e unidades industriais durante o mau tempo. Muitos materiais, incluindo substâncias perigosas, acabaram por ser levados pelas águas até aos estuários e ao mar, ampliando o impacto ambiental “imensas unidades industriais foram destruídas e os seus materiais, alguns deles perigosos, acabaram por cair na água e serem arrastados até ao mar”, acrescenta.

O alerta surge no Dia Mundial da Água, com o especialista a defender uma mudança urgente na forma como o país gere episódios extremos, cada vez mais frequentes, e os seus efeitos nos recursos hídricos.

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