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Há empresas "indecisas entre fechar ou retomar a atividade", alerta autarca de Leiria

23 mar, 2026 - 17:38 • Ana Catarina André

“Isto vai ter influências muito grandes naquilo que é o aumento do desemprego na região que depois se pode estender a outros pontos do país”, afirma Gonçalo Lopes.

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Há empresas no concelho de Leiria “indecisas entre fechar ou retomar a atividade” após a tempestade Kristin, afirmou esta segunda-feira o autarca Gonçalo Lopes.

Na abertura da conferência "Leiria: economia, risco e resiliência depois da tempestade Kristin", esta segunda-feira, em Leiria, Gonçalo Lopes lembrou que o concelho de Leiria é o que “tem mais pedidos de lay-off e também de apoio na redução da segurança social”.

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Referindo-se às empresas que estão num "limbo" entre retomar a atividade ou encerrar, o presidente da Câmara de Leiria afirmou que esta é uma realidade que “deve preocupar a todos”.

“Isto vai ter influências muito grandes naquilo que é o aumento do desemprego na região que depois se pode estender a outros pontos do país”, referiu, lembrando que o Banco de Fomento já aprovou mais de 600 milhões de euros para empresas afetadas pela tempestade.

No discurso de abertura da conferência, no Teatro Miguel Franco, o presidente da câmara voltou a sublinhar a necessidade de apoiar o tecido empresarial da zona afetada pela intempérie. "“Esta região é conhecida pelo empreendedorismo económico, mas cada dia em que a economia esteve parada foram milhões de euros em que ficámos mais pobres”, sublinhou, uma vez mais, o presidente da autarquia.

Gonçalo Lopes voltou a chamar a atenção para o aumento do preço dos seguros. “Já não vão ser feitos seguros na nossa região sem salvaguardar aquilo que são as condições de infraestruturas das fábricas ou do setor económico em geral e das próprias casas”, referiu, sublinhando a necessidade de preparar eventos futuros. "Perceber que tipo de construção devemos ter nos edifícios e empresas”, exemplificou.

"Planear para todas as eventualidades"

No encerramento da conferência, o governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu a necessidade de investir na prevenção e afirmou que os “incentivos económicos não promovem o planeamento adequado”. “Além do subsídio que pode ser importante, sobretudo em situações de catástrofe, temos de planear para todas as eventualidades”, frisou.

“Gostaria que o se passou aqui, além de ajudar as empresas e famílias afetadas, servisse de lição. Quando a memória destas tempestades começar a ser menos visível, principalmente para as pessoas que não estão na região, que tivéssemos aprendido a importância de planear melhor e preparar outras catástrofes, outras eventualidades”.

Álvaro Santos Pereira adiantou, ainda, que os bancos já concederam 600 milhões de euros em moratórias às famílias e às empresas afetadas pelas tempestades do início do ano. “Não são dados completos, porque faltam alguns bancos ainda, mas estamos a falar de cerca de 2580 contratos de moratórias para empresas, o que equivale a cerca de 398,5 milhões de euros”, disse. “Para as pessoas, para as famílias, o número de moratórias já pedidas é de 2084, correspondente a 206,3 milhões de euros.”

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