Suspeito de ataque a Marcha pela Vida fica em liberdade
23 mar, 2026 - 18:08 • Liliana Monteiro , com Ricardo Vieira
O homem fica obrigado a apresentações diárias e proibido de frequentar o local da prática dos factos, indicou à Renascença fonte judicial.
O suspeito de arremessar um "cocktail molotov" contra participantes na Marcha pela Vida, em Lisboa, ficou esta segunda-feira a conhecer as medidas de coação.
O homem, de 39 anos, fica a aguardar o desenrolar do processo em libertado, mas obrigado a apresentações diárias e proibido de frequentar o local da prática dos factos – Rua Correia Garção –, indicou à Renascença fonte judicial.
O arguido foi indiciado do crime de detenção de arma proibida, adiantou outra fonte judicial.
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O ataque falhado aconteceu no sábado à tarde, no final da Marcha pela Vida, nas imediações da Assembleia da República, quando o suspeito arremessou um "cocktail molotov" contra os participantes.
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O engenho não chegou a incendiar-se, mas várias pessoas foram atingidas por um líquido e ficaram com "a roupa impregnada com uma substância que apresentava forte odor a gasolina", indica a PSP.
Outras pessoas fugiram do local, alegadamente integrados num grupo "de conotação anarquista", segundo a PSP. Destes, foram "identificados três membros", mais tarde e já noutro local.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse em comunicado que o "ataque falhado" à Marcha pela Vida reforça o "alerta para o extremismo" na sociedade.
Luís Neves garante que não será tolerada "qualquer forma de extremismo violento".
"Continuaremos a agir com firmeza para o prevenir e combater, garantindo a segurança e a defesa dos valores democráticos", acrescenta Luís Neves, que deixa um elogio à "pronta intervenção da PSP" que, "evidenciando a eficácia e o profissionalismo na proteção dos cidadãos", rapidamente deteve o responsável pelo incidente.
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