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Ensino Superior

Estudantes dos Politécnicos exigem revisão das bolsas e do financiamento

24 mar, 2026 - 08:32 • Fátima Casanova com Redação

No Dia Nacional do Estudante, alunos dos Politécnicos reúnem-se com o Ministro da Educação para apresentar críticas ao atual modelo de ação social e à desigualdade de financiamento entre sistemas de ensino.

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A Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP) defende a necessidade de reformular os critérios de apoio aos alunos deslocados e o sistema de financiamento das instituições.

Uma das principais críticas da Federação reside na fórmula de cálculo das bolsas de estudo. Atualmente, o valor atribuído depende do custo de vida médio estimado por concelho, um modelo que, segundo o presidente da FNAEESP, Diogo Machado, penaliza quem escolhe o interior do país.

O dirigente exemplifica com a disparidade de situações: um aluno residente em Santarém que estude em Lisboa pode receber uma bolsa elevada e manter a residência familiar devido à rede de transportes. Já um aluno em Beja ou Portalegre enfrenta uma realidade distinta.

"Sabemos que a atribuição da bolsa será inferior [no interior] e a própria rede de transportes é completamente diferente. Este modelo de ação social não olha para esses aspetos e isso é uma preocupação", afirma Diogo Machado.

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Para além das bolsas ao estudante deslocado, a FNAEESP também tece críticas à forma como é calculado o financiamento das instituições. A Federação defende que o atual sistema de financiamento é injusto ao aplicar ponderadores diferentes entre o subsistema universitário e o politécnico, prejudicando a capacidade de investimento e investigação destes últimos.

Segundo as contas da Federação, se o ponderador de financiamento fosse equalizado por área científica, vários Institutos Politécnicos poderiam receber entre 3 a 4 milhões de euros adicionais por ano, o que aumentaria a "capacidade de resposta na área científica e de investigação aplicada, onde o politécnico tem reforçado a sua presença", diz Diogo Machado.

Para os representantes dos estudantes, não existe justificação para a diferenciação de verbas quando a exigência e a entrega académica são equivalentes. "Se têm a mesma capacidade como a universidade clássica, por que é que o ponderador de financiamento tem de ser diferente?", questiona o presidente da Federação.

Neste Dia Nacional do Estudante, o Ensino Superior Politécnico leva um conjunto de reivindicações urgentes ao Ministro da Educação, com reunião agendada para as 10h00, em Lisboa.

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