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​Câmara de Oeiras

Isaltino e outros responsáveis acusados de desvio de 150 mil euros para refeições

24 mar, 2026 - 23:43 • Ricardo Vieira

Em causa estão alegados crimes de peculato e abuso de poder. Câmara de Oeiras garante que as "refeições de trabalho" de Isaltino Morais e dos outros responsáveis "foram realizadas em estrito cumprimento das normas legais".

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O autarca Isaltino Morais e outros 22 responsáveis da Câmara de Oeiras foram acusados de desviarem 150 mil euros em 1.441 refeições, noticiou esta terça-feira a TVI/CNN Portugal.

Em causa estão alegados crimes de peculato e abuso de poder, indica um despacho do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

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A investigação passou a pente fino 1.441 refeições pagas pela Câmara de Oeiras, entre 2017 e 2024.

De acordo com o despacho citado pela TVI/CNN Portugal, o Ministério Público (MP) considera que Isaltino Morais “formulou um desígnio de se apropriar de dinheiro pertença do erário público”.

Em caso de condenação, o procurador do MP defende a perda de mandato de Isaltino Morais e dos autarcas visados.

O MP quer também que Isaltino Morais devolva aos cofres da Câmara de Oeiras 70 mil euros, a título pessoal, mais 79 mil euros de forma solidária a meias com os outros 22 arguidos no processo.

Autarquia refuta acusações

Contactado pela Renascença, Isaltino Morais remeteu para um comunicado enviado às redações, onde a Câmara de Oeiras “refuta todas as suspeitas e acusações realizadas pelo Ministério Público e reitera que sempre agiu dentro da legalidade”.

A autarquia garante que as “refeições de trabalho” de Isaltino Morais e dos outros responsáveis “foram realizadas em estrito cumprimento das normas legais aplicáveis e no âmbito do regular exercício de funções institucionais”.

“Estas iniciativas enquadram-se em práticas correntes e amplamente adotadas pela generalidade dos municípios portugueses, no âmbito de reuniões de trabalho, realização de visitas institucionais e receção de representantes de entidades públicas nacionais e internacionais.”

Disponível para colaborar com as autoridades, a Câmara de Oeiras esclarece ainda que “todas as despesas associadas foram devidamente processadas, documentadas e sujeitas aos mecanismos internos de controlo contabilístico, em conformidade com as regras da administração pública e da gestão financeira autárquica”.

[notícia atualizada]

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