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Operação Lúmen

Laplaine Guimarães deixa de ser secretário-geral da Câmara de Lisboa

24 mar, 2026 - 23:10 • Lusa

Laplaine Guimarães é um dos arguidos os na operação "Lúmen".

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O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, um dos quatro arguidos na operação "Lúmen", deixou de exercer funções no município, anunciou esta terça-feira a autarquia, ressalvando que não está em causa o respeito pela presunção de inocência.

"Não estando em causa o necessário e fundamental respeito pela presunção de inocência, a Câmara Municipal de Lisboa considera que neste momento todos os esforços de Alberto Laplaine Guimarães devem estar focados na sua defesa e nos esclarecimentos que a situação exige", afirmou o município presidido por Carlos Moedas (PSD).

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Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) referiu que, "ao longo de várias décadas de dedicação ao serviço público", Alberto Laplaine Guimarães, no cargo de secretário-geral do município desde 2011, "desempenhou um papel de elevada competência no funcionamento dos serviços municipais e de profunda dedicação à cidade de Lisboa".

Laplaine Guimarães trabalhou diretamente com os presidentes da autarquia Nuno Krus Abecasis, Jorge Sampaio, João Soares, António Costa, Fernando Medina e Carlos Moedas, indicou a CML.

Alberto Laplaine Guimarães foi uma das quatro pessoas detidas pela Polícia Judiciária (PJ), em 17 de março, no âmbito da operação "Lúmen", que envolve suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder e associação criminosa, relacionados com o fornecimento e a instalação de iluminações festivas, tendo sido também detida a presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS), Carla Salsinha, e ainda um administrador e um funcionário da empresa Castros Iluminações Festivas, sediada em Vila Nova de Gaia (distrito do Porto).

O Tribunal de Instrução Criminal do Porto decidiu esta terça-feira a "suspensão imediata do exercício das funções públicas" que Alberto Laplaine Guimarães vinha exercendo no município de Lisboa, além da proibição de frequentar a Câmara, de contactar com qualquer trabalhador da autarquia ou com os restantes arguidos no processo.

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