Operação Lúmen
Laplaine Guimarães suspenso de funções na Câmara de Lisboa
24 mar, 2026 - 16:58 • Ricardo Vieira, com Lusa
Um administrador da empresa Castros fica obrigado ao pagamento de uma caução de 100 mil euros e inibido de exercer funções. TIC do Porto descartou o crime de associação criminosa.
As medidas de coação da Operação "Lúmen" foram conhecidas esta terça-feira. O secretário-geral da Câmara de Lisboa, Laplaine Guimarães, fica suspenso de funções, determinou o Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto.
Laplaine Guimarães aguarda o desenrolar do processo em liberdade, mas fica impedido de contactar funcionários da autarquia.
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Um administrador da empresa Castros, de Vila Nova de Gaia, fica obrigado ao pagamento de uma caução de 100 mil euros, no prazo de 10 dias, e inibido de exercer funções.
Este arguido fica também proibido de frequentar “as instalações da sociedade comercial por si administrada”, assim como fica com a proibição de contactar “com qualquer trabalhador e/ou gerente das sociedades comerciais consigo relacionadas e mencionadas nos autos”, assim como com os restantes arguidos no processo.
Crime
Arguidos da "Operação Lúmen" ficam todos em liberdade
Ministério Público não pediu medidas de coação que(...)
Outro funcionário da Castros Iluminações fica proibido de frequentar as instalações da empresa e de contactar “com qualquer trabalhador e/ou administrador desta sociedade comercial”, e com os demais arguidos.
Carla Salsinha, presidente da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS), fica suspensa de funções, determinou o tribunal. A UACS é responsável pela contratação da iluminação de Natal do município de Lisboa.
Além disso, Carla Salsinha fica também proibida de frequentar as instalações da associação a que presidia e de contactar com funcionários da UACS e com os demais arguidos no processo.
Associação criminosa foi descartada
O TIC do Porto “entendeu não se mostrar indiciada neste momento a prática pelos arguidos do crime de associação criminosa”.
O juiz Pedro Miguel Vieira diz que dois dos arguidos estão “fortemente indiciados da prática de 14 crimes de abuso de poder”, e dois dos arguidos “estão fortemente indiciados da prática, pelo menos, de um crime de corrupção passiva”.
Quatro pessoas foram detidas na passada terça-feira, 17 de março, pela Polícia Judiciária por suspeitas de envolvimento num esquema criminoso ligado ao fornecimento e instalação de iluminações festivas.
A "Operação Lúmen" levou a 26 buscas domiciliárias e não domiciliárias. Entre os locais alvo de buscas estiveram menos dez câmaras municipais, de vários locais de Portugal, bem como empresas privadas e também empresas públicas.
O Ministério Público suspeita que Laplaine Guimarães terá beneficiado a Castros Iluminações Festivas em contratos superiores a quatro milhões de euros para as luzes de Natal em Lisboa, entre 2019 e 2025.
- Noticiário das 18h
- 14 abr, 2026









