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Precisa de arrendar casa? Saiba quais são os municípios mais baratos em Portugal

24 mar, 2026 - 11:15 • Olímpia Mairos

Estudo do Idealista mostra que rendas mais acessíveis ficam abaixo dos 9 euros por metro quadrado em várias zonas do país.

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Benavente, no distrito de Santarém, é o município mais barato para arrendar casa em Portugal, com uma renda mediana de 5,2 euros por metro quadrado, segundo uma análise divulgada esta terça-feira pelo Idealista.

De acordo com o estudo, “este é o metro quadrado mais barato do país”, destacando Benavente como líder de um ranking onde predominam municípios fora dos grandes centros urbanos.

Interior e cidades médias dominam lista

Logo a seguir surgem Bragança (6,7 euros/m2), Castelo Branco (7,1 euros/m2), Santa Maria da Feira (7,1 euros/m2) e Viseu (7,5 euros/m2), completando o top 5 dos municípios mais acessíveis.

A análise indica ainda que “em 12 municípios, as rendas ficam abaixo dos 9 euros/m2”, confirmando uma tendência de preços mais baixos em territórios do interior ou em cidades de média dimensão.

Entre os concelhos com rendas inferiores a 10 euros por metro quadrado estão Abrantes, Barcelos, Covilhã, Vila Nova de Famalicão, Ovar, Esposende e Caminha, entre outros.

Também Leiria, Viana do Castelo, Figueira da Foz e Caldas da Rainha figuram na lista, com valores ainda abaixo da fasquia dos 10 euros/m2.

Norte e litoral com forte presença

Segundo o Idealista, os distritos de Braga, Leiria e Porto concentram o maior número de municípios neste ranking, refletindo uma maior oferta de habitação a preços mais acessíveis nestas regiões.

Já na parte final da tabela aparecem Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Braga, todos com rendas medianas de 10,2 euros por metro quadrado, seguidos por Torres Vedras e Peniche, com 10,4 euros/m2.

Lisboa continua a liderar preços mais elevados

No extremo oposto, o estudo identifica os municípios mais caros para arrendar casa em Portugal. Lisboa lidera, com 21,7 euros/m2, sendo o município mais caro do país.

Seguem-se Cascais (20,1 euros/m2), Sines (18,6 euros/m2), Loulé (17,2 euros/m2) e Oeiras (17 euros/m2).

Os dados confirmam que as zonas mais urbanas e turísticas continuam a registar as rendas mais elevadas, contrastando com os valores significativamente mais baixos em várias regiões do interior e cidades médias.

O Idealista conclui que “a diversidade do mercado de arrendamento em Portugal” reflete fortes assimetrias regionais e a concentração da procura nas áreas metropolitanas.

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