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Justiça

Sócrates rejeita advogado oficioso: “Não me representa”

24 mar, 2026 - 12:06 • Olímpia Mairos

Antigo primeiro-ministro acusa tribunal de “manipulação” e recusa defensor nomeado por falta de confiança.

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O antigo primeiro-ministro José Sócrates voltou a contestar o advogado oficioso que lhe foi nomeado no âmbito do julgamento da Operação Marquês, garantindo que não reconhece legitimidade ao representante indicado pela Ordem dos Advogados.

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Segundo o jornal Público, Sócrates escreveu à juíza Susana Seca para reiterar que continua sem advogado da sua escolha e que o defensor oficioso não o representa. “O dr. Luís Esteves não me representa, não tem a minha confiança”, afirma.

O antigo líder socialista critica também a decisão da magistrada de não interromper o julgamento por mais dez dias, prazo que considerava necessário para que o advogado que pretende — Filipe Baptista — pudesse analisar o processo.

Na carta enviada ao tribunal, Sócrates acusa a juíza de tentar impor-lhe um defensor. “Estas decisões visam impor-me um advogado de defesa escolhido por alguém, menos por mim”, escreve, considerando ainda ilegal a nomeação do oficioso.

O ex-primeiro-ministro fala mesmo em “manipulação” do processo judicial, defendendo que houve interferência na escolha do seu advogado de defesa.

Sócrates critica ainda a exposição mediática dos advogados oficiosos, classificando-a como “degradante espetáculo”, e acusa-os de serem “figurantes em busca de fama fácil e fútil”.

A Operação Marquês envolve acusações de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, entre outros crimes, imputados ao antigo primeiro-ministro, que sempre negou as acusações.

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