SNS
Urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal arranca a 15 de abril
25 mar, 2026 - 17:29 • Anabela Góis
Hospital Garcia de Orta, em Almada, vai receber a nova urgência regional. A urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro vai encerrar e a do Hospital de Setúbal passa a atender exclusivamente utentes da sua área, enviadas pelo INEM ou pela Linha SNS24.
A urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal entra em funcionamento às 9h00, de 15 de abril, e vai ter sede no Hospital Garcia de Orta, em Almada.
A urgência de obstetrícia do Hospital do Barreiro vai encerrar e a do Hospital de Setúbal passa a atender exclusivamente utentes da sua área, enviadas pelo INEM ou pela Linha SNS24.
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Para a urgência regional do Garcia de Orta, o Hospital do Barreiro vai contribuir com 20% de profissionais.
Apesar do encerramento da urgência, a maternidade do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, vai continuar a funcionar mas apenas para casos simples e programados.
Os anúncios foram feitos esta quarta-feira pelo diretor executivo do SNS, Álvaro Santos Almeida, depois de assinar o protocolo com as três ULS da Margem Sul.
“Com a centralização da urgência em Ginecologia e Obstetrícia, elimina‑se a anterior instabilidade no funcionamento destes serviços na região . Garante-se a continuidade da atividade programada, assegura-se uma melhor coordenação entre a resposta urgente e os cuidados planeados, o que se traduz em ganhos evidentes de segurança clínica e eficiência operacional”, Álvaro Santos Almeida.
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A urgência regional da Península de Setúbal é a segunda a ser implementada em Portugal, depois da urgência regional de Loures.
"É um modelo excecional em que duas ou mais Unidades Locais de Saúde (ULS) próximas concentram o atendimento de urgência num único hospital, quando não é possível manter urgências a funcionar em todas ao mesmo tempo. A proximidade é considerada quando a distância entre ULS é até 60 quilómetros", explica a Direção Executiva do SNS.
A medida destina-se a tentar colmatar a falta de médicos na especialidade de ginecologia e obstetrícia. "Centralizar as urgências permite aumentar a segurança, qualidade, previsibilidade e continuidade do atendimento", argumenta a tutela.
De acordo com a Direção Executiva do SNS, em caso de urgência, "as grávidas devem contactar previamente a linha SNS 24 Grávida, que as orienta e faz o devido encaminhamento para o serviço adequado, que poderá ser o Serviço de Urgência mais próximo, uma consulta aberta de ginecologia e obstetrícia no hospital da ULS a que pertence a utente, uma consulta no centro de saúde de inscrição, ou autocuidados".
Ministra espera previsibilidade e segurança
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, disse esperar previsibilidade e segurança com a abertura da urgência regional de Ginecologia e Obstetrícia da Península de Setúbal.
“Nós esperamos que mude muita coisa, esperamos que haja previsibilidade, segurança”, afirmou Ana Paula Martins aos jornalistas, em Fátima, onde inaugurou a requalificação do centro de saúde local.
A ministra adiantou nas declarações em Fátima que “a Península de Setúbal há muitos anos que tem dificuldades, têm vindo a acentuar-se, acentuaram-se muito no ano de 2024”, dando como exemplo que “a unidade do Barreiro, apesar do enorme esforço das suas equipas (…), durante dois anos teve um ano inteiro fechada”, se for feita a soma dos dias em que esteve fechada.
“Quando digo fechado, é fechado para a porta aberta, porque lá dentro os profissionais estiveram sempre a acompanhar os partos que ali são feitos, os partos programados, as senhoras que têm gravidezes de risco e que estão internadas”, declarou.
A ministra garantiu que “todo o trabalho que ali é feito” vai continuar a ser feito, frisando que “não houve nenhum encerramento de coisa nenhuma e, muito menos, de nenhuma maternidade”.
“O que vai haver a partir de 15 de abril, [parte de] uma decisão de natureza clínica e organizativa de partilhar recursos e, dessa forma, concentrá-los, para haver mais segurança para as mulheres, mais previsibilidade e num hospital, que é um hospital de nível 2, é um hospital de apoio perinatal, sobretudo também para situações mais complexas, nomeadamente o caso da prematuridade”, esclareceu.
Segundo a governante, “é preciso haver equipas que tenham um número suficiente” de profissionais de diversas especialidades, como anestesia ou neonatologia, “para poder manter a urgência aberta 24 sobre 24 horas”.
“Estas equipas têm de estar, efetivamente, reforçadas e é isso que nós pretendemos para dar melhor serviço às nossas grávidas”, garantiu.
[notícia atualizada às 21h44 - com declarações da ministra da Saúde]
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