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Produção e distribuição apelam ao Governo por medidas urgentes face aos custos da energia

26 mar, 2026 - 11:52 • Olímpia Mairos

Organizações alertam para perda de competitividade face a Espanha e pedem resposta rápida para travar impacto dos custos energéticos na economia.

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A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) lançaram um apelo conjunto ao Governo português para a adoção de medidas urgentes que travem a perda de competitividade da economia nacional, num contexto marcado pela subida dos preços da energia e dos combustíveis.

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Em comunicado conjunto divulgado esta quinta-feira, as duas entidades manifestam “especial preocupação com o risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha”, agravado pela atual crise energética, que está a ter impacto em toda a cadeia de valor, da produção ao consumo.

Energia e combustíveis pressionam cadeia de abastecimento

Apesar de representarem setores distintos, CAP e APED sublinham que partilham um diagnóstico comum sobre o momento económico.

O atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha”, referem.

As organizações alertam ainda que esta situação está a aprofundar assimetrias, a fragilizar o tecido produtivo e poderá, a curto prazo, ter impacto direto no poder de compra dos consumidores.

Apelo a pacote de medidas urgentes

Perante este cenário, as duas entidades defendem a necessidade de uma resposta rápida e estruturada por parte do Executivo.

É urgente que o Governo avance com um pacote coerente e eficaz de medidas que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie de forma concreta a produção nacional”, sublinham.

O objetivo passa por garantir o acesso a bens essenciais e preservar a confiança dos consumidores, num período de forte pressão económica.

Risco de agravamento sem resposta rápida

Segundo a CAP e a APED, “a inação ou atraso na resposta a este desafio comprometerá ainda mais a posição competitiva de Portugal”, apontando para impactos negativos em empresas, produtores e consumidores.

As duas organizações reafirmam, ainda, disponibilidade para colaborar com o Governo na definição de soluções que reforcem a competitividade do país, no respeito pelas especificidades de cada setor.

Estamos disponíveis para contribuir de forma construtiva para soluções que reforcem a competitividade do país, com um objetivo comum: um mercado mais dinâmico, competitivo e sustentável, que ajude os consumidores a enfrentar o aumento dos preços da energia”, concluem.

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