Transportes
TVDE passam a ter circulação condicionada em Lisboa
26 mar, 2026 - 13:47 • João Cunha
Passam a existir zonas vermelhas, onde deixa de ser possível a tomada e largada de passageiros, como no Príncipe Real, na Rua do Ouro ou nos eixos centrais das avenidas da República e da Liberdade.
As viaturas TVDE vão ter circulação limitada em várias ruas da cidade de Lisboa. A autarquia assinou esta quinta-feira um acordo de compromisso com representantes das plataformas, que cria restrições a estes veículos. O objetivo é melhorar a organização dos TVDE na cidade, reforçar regras e promover a adoção de princípios para um serviço mais eficiente e seguro.
No fundo, pretende-se eliminar os constrangimentos que a tomada e largada de passageiros provocam nos corredores BUS e garantir que os motoristas TVDE cumprem regras simples, como, por exemplo, não parar em cima de passadeiras.
Para tal, passam a existir zonas vermelhas, onde deixa de ser possível a tomada e largada de passageiros, como no Príncipe Real, na Rua do Ouro ou nos eixos centrais das avenidas da República e da Liberdade. Haverá também zonas azuis, semelhantes às praças de táxis, onde essa tomada e largada de passageiros terá de ser feita.
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“Com este acordo conseguimos mostrar que é possível dialogar e encontrar soluções que respondam aos problemas reais sentidos no dia a dia”, sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Gonçalo Reis, que afirma que haverá autorregulação. Ou seja, não haverá fiscalização direta da aplicação do acordo.
“Isto é uma relação de confiança, mas também de exigência, no âmbito de um espírito colaborativo. Nós vamos cobrar a execução deste compromisso comum”, acrescentou.
“Este acordo é um passo importante para o futuro da mobilidade em Lisboa. É através do diálogo contínuo com a Câmara Municipal de Lisboa que conseguimos contribuir para uma cidade mais organizada, sustentável e com melhor qualidade de vida. Na Uber, estamos totalmente comprometidos em contribuir para uma mobilidade que responda melhor às necessidades de quem vive, trabalha e visita a cidade, em linha com a nossa forte aposta na transição para veículos de zero emissões”, afirmou Francisco Vilaça, general manager da Uber em Portugal, que deixou claro que este acordo “não implica um aumento do custo do serviço”.
Já Mário Morais, diretor-geral da Bolt em Portugal, sublinhou que as plataformas “ajudaram a definir de que forma a mobilidade partilhada se integra na cidade, de forma mais sustentável e eficiente” e que terão a responsabilidade de garantir que este serviço “evolui com a cidade, mais integrado, mais previsível e melhor para todos os que utilizam o espaço público”.
O acordo prevê ainda a eletrificação total da frota TVDE que opera em Lisboa — estimada em cerca de 10 mil veículos — de forma progressiva até 2030, ano em que se espera que 60% destes veículos sejam elétricos.
- Noticiário das 5h
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