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Hospitais

Doentes obrigados a fazer mais de 100 Kms por semana para levantarem medicamentos

27 mar, 2026 - 22:00 • Anabela Góis Lusa

Denúncia é da Associação dos Doentes com Artrite Reumatoide. Falta de "stock" nos hospitais complica a vida aos pacientes.

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doentes obrigados a fazer mais de 100 quilómetros por semana para levantarem medicamentos porque os hospitais não têm “stock”, denuncia a Associação dos Doentes com Artrite Reumatoide (A.N.D.A.R.).

Arsisete Saraiva, da A.N.D.A.R., dá como exemplo uma doente que vive na Lourinhã e é seguida no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

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Apesar da autorização especial para levantar medicação para três meses, o hospital só lhe dá para uma semana, e a paciente é obrigada a fazer “160 quilómetros para levantar” os fármacos.

“Há coisa de um mês e tal, começaram a querer dar-lhe só uma caneta. Não têm stock e então vão rateando”, indica Arsisete Saraiva, em declarações à Renascença.

Arsisete Saraiva diz que a culpa não é dos laboratórios, mas dos próprios hospitais que não adquirem medicamentos em quantidade suficiente.

Contactado pela Renascença, o Hospital Beatriz Ângelo diz que a aquisição da medicação em causa é realizada através de um circuito centralizado da responsabilidade dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e, quando se registam constrangimentos, é ajustada a quantidade dispensada a cada doente.

Numa reportagem emitida na quinta-feira à noite, a RTP deu conta de que há hospitais a pedir emprestados medicamentos a outras unidades, por falta de "stock", para não interromper o tratamento dos utentes.

Um despacho de agosto de 2024, da então secretária de Estado da Saúde, definiu que os medicamentos dispensados em regime de proximidade - nos serviços farmacêuticos da unidade hospitalar onde são prescritos, noutra unidade de saúde, ou na farmácia comunitária - devem abranger um período de dois meses.

Este despacho deveria produzir efeitos a partir do dia 1 de janeiro de 2025.

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