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GNR detetou cerca de 200 veículos por dia sem inspeção em 2025. Porto e Lisboa concentram um quarto das infrações

27 mar, 2026 - 10:13 • Olímpia Mairos

Quase 73 mil infrações registadas num ano; tendência mantém-se em 2026 e autoridades alertam para riscos na segurança rodoviária.

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou, ao longo de 2025, um total de 72.770 veículos a circular sem inspeção técnica obrigatória, o que corresponde a cerca de 200 infrações por dia. Os dados revelam uma forte concentração nos distritos do Porto e Lisboa, responsáveis por cerca de 25% do total nacional.

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Segundo a GNR, o distrito do Porto lidera o número de infrações, com 10.212 registos, seguido de Lisboa, com 8.117. “Estes números evidenciam a necessidade de reforçar a fiscalização e sensibilizar os condutores para a importância do cumprimento das inspeções periódicas obrigatórias”, sublinha a força de segurança.

No chamado Eixo do Norte — que inclui Porto, Braga e Aveiro — foram registadas 32% das infrações identificadas em 2025. Braga contabilizou 6.725 casos e Aveiro 6.392, confirmando uma elevada incidência nesta região.

Os meses de janeiro (7.220 infrações) e fevereiro (7.059) foram os mais críticos do ano passado. A tendência mantém-se em 2026: até 23 de março, já foram detetados 17.073 veículos em situação irregular, com destaque para janeiro, que registou 6.782 autos.

A GNR explica que estas infrações dizem respeito, sobretudo, a veículos que não cumpriram a inspeção obrigatória, não realizaram inspeções extraordinárias após avarias graves ou circularam após acidentes sem verificação das condições de segurança.

As inspeções técnicas são fundamentais para garantir a segurança rodoviária”, refere a GNR, acrescentando que o estado do veículo “é um fator determinante na prevenção de acidentes”.

Quando deve fazer a inspeção?

A Guarda Nacional Republicana alerta que, nos ligeiros de passageiros, a primeira inspeção deve ser realizada antes de perfazer quatro anos após a primeira matrícula, passando depois a intervalos de dois em dois anos até aos sete anos e, a partir do oitavo, com periodicidade anual.

Já nos ligeiros de mercadorias, a primeira inspeção ocorre aos dois anos, sendo depois obrigatória todos os anos. Nos veículos destinados ao transporte público de passageiros, ambulâncias, transporte escolar, coletivo de crianças ou de instrução, a inspeção é exigida ao fim de um ano, mantendo-se anual até ao sétimo ano e passando a semestral a partir do oitavo.

No caso dos veículos pesados, quer de mercadorias quer de passageiros, a primeira inspeção deve ser feita antes de completar um ano após a matrícula. Nos pesados de passageiros, a periodicidade torna-se semestral a partir do oitavo ano.

A GNR sublinha ainda que, em todos os casos, a inspeção pode ser realizada até três meses antes da data limite, mantendo-se válida até ao aniversário da matrícula.

Relativamente a veículos importados, a autoridade esclarece que a referência para a inspeção é a data da primeira matrícula no país de origem, e não a data de registo em Portugal.

A força de segurança reforça que o objetivo da fiscalização “não é apenas sancionar, mas sobretudo sensibilizar e informar”, apelando ao cumprimento das regras como forma de reduzir o risco rodoviário.

Um veículo em boas condições pode fazer a diferença entre a vida e a morte”, conclui a autoridade.

A GNR garante que continuará a apostar na fiscalização nos principais eixos rodoviários e em zonas de maior intensidade de tráfego, reiterando o compromisso com a segurança rodoviária e a proteção da vida humana.

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