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Missão Escola Pública

Lançada Plataforma Nacional com professores para fazer horas extra

27 mar, 2026 - 00:00 • Fátima Casanova

Para fazer face à falta de professores, a Missão Escola Pública lança a Plataforma Nacional de Docência Extraordinária. Os professores interessados em fazer horas extra devem definir as condições, entre elas a remuneração para aceitar.

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No último dia de aulas do 2º período letivo, o retrato feito pela Missão Escola Pública (MEP), não é animador. O movimento alerta para “um agravamento da falta de professores”.

Segundo a MEP, “o número de horários sem docente continua a aumentar face a anos anteriores”, considerando “mais preocupante” o facto de se ter normalizado o “inaceitável”, ou seja, “alunos sem aulas deixaram de ser manchete, mas continuam a ser realidade nas escolas”.

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A Missão Escola Pública diz que há “milhares de alunos sem docente a, pelo menos, uma disciplina”.

Justamente para combater esta situação, o movimento lança, esta sexta-feira, a Plataforma Nacional de Docência Extraordinária (PNDE).

Alunos sem aulas deixaram de ser manchete, mas continuam a ser realidade nas escolas

Trata-se de uma bolsa que pretende reunir professores que estejam disponíveis para assegurar horas extra. Cada docente deve definir as condições para aceitar dar mais aulas. Entre elas, a remuneração.

À Renascença, a porta-voz da MEP, Cristina Mota, diz que “há professores que não aceitam fazer as horas extra tendo em conta o valor pelo qual estão a ser pagas”.

Mentalidade Ronaldo? “Paguem que eu jogo”

Para a MEP, “a proposta é simples e direta: se o problema é falta de professores, então é preciso criar condições para que os professores que existem possam e queiram dar resposta”.

Cristina Mota recorda as palavras do primeiro-ministro, quando apelou a “uma mentalidade Cristiano Ronaldo”, na mensagem de Natal de 2025, para dizer que a MEP “leva essa ideia a sério e transforma-a numa proposta concreta: paguem que eu jogo”.

Há professores que não aceitam fazer as horas extra tendo em conta o valor pelo qual estão a ser pagas

Os professores interessados podem inscrever-se na plataforma no início do 3º período, “colocando os seus dados e indicando qual o valor pelo qual estão disponíveis para realizar horas extra e onde”, explica Cristina Mota.

Os dados recolhidos vão ser divulgados junto do Ministério da Educação e dos diretores escolares.

MEP denuncia: “Equidade não está assegurada” na escola pública

A caminho do final do ano letivo, Cristina Mota, a porta-voz da MEP, denuncia as “desigualdades” na escola pública.

Para esta responsável, os “alunos não estão em pé de igualdade, quer a nível de aquisição dos conhecimentos, quer a nível de como vão realizar os exames e as provas de final de ciclo”.

Denuncia que há várias turmas sem professor, pelo menos, a uma disciplina e, por isso, a “equidade não está assegurada”.

Cristina Mota lamenta também não ter resposta do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), sobre como “vai decorrer a avaliação destes alunos e como dará resposta relativamente aos exames a que vão ser sujeitos os alunos, que passaram meses sem professor”.

A MEP denuncia ainda que o MECI falha na contabilização de alunos sem professor e lembra que “o Ministro da Educação garantiu que os sumários permitiriam identificar e contabilizar os alunos sem professor”, mas “até hoje, não existem dados públicos, claros e atualizados”.

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  • Filipe
    31 mar, 2026 Guimarães 17:29
    Não entendo a ideia do valor que pretendem receber. É em função do escalão em que o professor se encontra. Certo?

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