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Crime

Motorista da TVDE condenado a cinco anos e meio de prisão por agredir dois passageiros

27 mar, 2026 - 18:42 • Lusa

Agressões deixaran "gravíssimas consequências" para um dos ofendidos que, em virtude dessas, ficou com lesões para a vida.

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Um motorista da TVDE foi esta sexta-feira condenado a cinco anos e meio de prisão por ter espancado, na madrugada de 27 de fevereiro de 2025, no Porto, dois passageiros, que eram irmãos, tendo um deles ficado com lesões permanentes.

Durante a leitura do acórdão no Tribunal São João Novo, no Porto, a juíza presidente afirmou que o agressor, de 36 anos, faltou claramente à verdade sobre o que aconteceu naquela madrugada.

"Apresentou versões diferentes dos factos", salientou a magistrada.

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A juíza recordou que, quando prestou declarações, o arguido, sem antecedentes criminais, disse que os dois passageiros foram agredidos, mas não por si.

"Esta versão não convenceu o tribunal, porque ela é contraditória com a prova consistentemente produzida em tribunal", assinalou.

A magistrada referiu que na sequência das agressões, sem qualquer motivo, deixou "gravíssimas consequências" para um dos ofendidos que, em virtude dessas, ficou com lesões para a vida.

Naquela madrugada, os dois irmãos, de Torres Vedras, estavam na zona dos bares do centro do Porto e dirigiram-se ao motorista, que estava ali estacionado, perguntando-lhe se os podia transportar ao hotel onde estavam hospedados.

Durante a viagem, os passageiros estranharam o percurso e iniciou-se uma discussão, na sequência da qual o motorista da TVDE os agrediu, depois de parar o carro e ter ido à bagageira buscar um objeto contundente.

Depois do crime, o agressor abandonou o local sem pedir ajuda, apesar de as vítimas terem ficado inanimadas no chão.

À saída do tribunal, o advogado das vítimas, João de Castro Baptista, considerou que a prova produzida em tribunal foi "esmagadora" quanto à conduta do arguido, não restando dúvidas de que praticou os factos.

O advogado contou que um dos irmãos agredidos ficou incapacitado, com várias limitações e com lesões que o vão acompanhar para o resto da vida.

Já sobre se vai recorrer desta decisão, João de Castro Baptista disse que vai analisar com "mais cuidado" a mesma e, só depois, decidir.

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