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Ministro da Economia

Mau tempo. Governo reconhece atraso e quer concluir até 30 de junho apoios às habitações

28 mar, 2026 - 13:47 • Lusa

Manuel Castro Almeida admite que "infelizmente, o dinheiro está a demorar a chegar".

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O Governo anunciou este sábado, em Pombal, que pretende ter concluídos os processos de apoio financeiro às habitações afetadas pela tempestade Kristin até ao dia 30 de junho e reconheceu que existe um atraso elevado.

"Concluímos que aos cidadãos com casas danificadas, infelizmente, o dinheiro está a demorar a chegar. O nosso objetivo é acelerar o processo o mais possível", afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro de Almeida, assumindo o "compromisso de terminar o processo até ao dia 30 de junho".

Quando se assinalam este sábado dois meses da passagem da tempestade Kristin, o governante precisou que, "das 30 mil candidaturas apresentadas, só estão decididas 3.200, pouco mais de 10%, e só estão pagos quatro milhões de euros quando estão disponíveis nas CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo 250 milhões de euros".

O valor das obras que estavam a ser realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência que ficarão suspensas devido à tempestade Kristin rondará os 500 milhões de euros, disse o ministro

Manuel Castro de Almeida sublinhou que Portugal não perderá o financiamento europeu e precisou que o valor das obras que não serão feitas por causa das calamidades "rondará os 500 milhões de euros".

"Portugal não vai perder nenhum euro das subvenções do PRR, apesar das calamidades. O objetivo é garantir que todas as obras que estão a ser construídas com financiamento do PRR venham a ser concluídas", assegurou o governante, numa conferência de imprensa após uma reunião com associações empresariais, com os presidentes das Comunidades Intermunicipais das regiões afetadas pela calamidade, entre outras entidades, para avaliar a situação dos apoios financeiros do Estado, em Pombal, no distrito de Leiria.

Segundo o ministro, o dinheiro vai ser afetado a outros investimentos que vão ser feitos "e as obras serão financiadas de outra forma".

Manuel Castro de Almeida reafirmou que Portugal tem conversado com a Comissão Europeia "no sentido de acertar o melhor procedimento para garantir que as obras não vão parar, mesmo que haja uma diminuição do apoio da parte do PRR".

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