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Governo admite portarias especiais para acelerar cirurgias cardíacas

30 mar, 2026 - 15:12 • Olímpia Mairos , com Isabel Pacheco

Ministra da Saúde garante que não faltam medicamentos e aponta novo centro na Península de Setúbal como solução para falhas nas urgências.

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A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, admitiu esta segunda-feira a criação de “portarias especiais” para acelerar o tempo de resposta nas cirurgias, sobretudo na área cardíaca, reconhecendo a necessidade de reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

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Eu admito (…) garantir condições em termos de incentivos para que haja uma portaria no sentido de facilitar a resposta a estes doentes”, afirmou, sublinhando que a medida poderá ser aplicada durante um período temporário até cumprir os tempos máximos garantidos.

A governante destacou ainda a importância de trabalhar mais em rede entre unidades de saúde, como forma de melhorar a resposta aos doentes.

Troca de medicamentos é prática “com décadas”

Sobre a partilha de medicamentos entre hospitais, Ana Paula Martins garantiu que “não faltam medicamentos” e que esta é uma prática comum, sobretudo no início do ano.

A nossa grande preocupação (…) é que não faltam os medicamentos (…) estes empréstimos acontecem (…) para que não falhem medicamentos”, assegurou.

Novo centro pode evitar situações críticas

Questionada sobre o caso de uma grávida que deu à luz no exterior do Hospital de Santa Maria, a ministra não comentou diretamente, mas apontou soluções em curso.

Segundo Ana Paula Martins, a abertura do centro regional de urgência da Península de Setúbal, a 15 de abril, deverá melhorar a resposta.

A situação da rotação (…) não garante segurança nem previsibilidade”, disse, defendendo a concentração de recursos e equipas completas como resposta mais eficaz.

Avaliação dos médicos mantém-se

Relativamente ao novo modelo de avaliação, a ministra rejeitou as críticas da Fnam e defendeu que o sistema é “mais adaptado à carreira médica”.

O acordo está feito com a CIM”, afirmou, garantindo que o processo incluiu diálogo com os sindicatos, apesar das divergências.

Ana Paula Martins falava na Maia, durante a visita ao futuro Parque da Saúde e Bem-Estar, um investimento de cerca de 14 milhões de euros, que ficou de fora do PRR.

O Governo terá agora de assegurar o financiamento do projeto.

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