MAI suspende militares da GNR de Palmela acusados de sequestro
30 mar, 2026 - 21:16 • Ricardo Vieira
Militares são suspeitos da prática de três crimes de sequestro agravado, um de abuso de poder e outro de injúria agravada.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, suspendeu quatro militares da GNR de Palmela acusados pelo Ministério Público (MP).
Os militares ficam afastados de funções preventivamente, durante um período de 90 dias, anunciou esta segunda-feira o Ministério da Administração Interna (MAI).
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A decisão foi tomada "com base na proposta apresentada pela Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI)", indica o gabinete do ministro Luís Neves.
"Atendendo à gravidade dos factos descritos e às exigências cautelares que o caso impõe, bem como a existência de fortes indícios da prática de infrações muito graves – que caso se venham a comprovar consubstanciam a violação de deveres disciplinares, geram alarme social e perturbam a ordem e tranquilidade públicas, sendo suscetíveis de afetar a credibilidade e a confiança dos cidadãos – a IGAI considerou ser esta a medida adequada", refere o comunicado.
Investigação
Quatro militares da GNR acusados de sequestro e agressão a três menores em Palmela
Três menores terão saído sem autorização do Centro(...)
Luís Neves sublinha que "estes comportamentos são totalmente excecionais nas forças de segurança", mas "o exercício da autoridade do Estado só é legítimo quando assenta no estrito cumprimento da lei e no respeito absoluto pela dignidade humana".
Os quatro elementos da GNR – três homens e uma mulher – são suspeitos da prática de três crimes de sequestro agravado, um de abuso de poder e outro de injúria agravada.
De acordo com o Ministério Público, são suspeitos de sequestrarem e agredirem três menores na madrugada de 11 de abril de 2024.
Os menores terão saído sem autorização do Centro Jovem Tejo, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) que na altura acompanhava jovens e adultos com comportamentos aditivos e dependências (CAD).
Segundo uma nota publicada no site da PGR de Évora, um dos arguidos está ainda acusado pela prática de um crime de coação e a única arguida no processo foi também indiciada pela prática de um crime de falsificação de documento e de um crime de denúncia caluniosa.
- Noticiário das 7h
- 14 abr, 2026








