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PJ investiga ataque com cocktail molotov na Caminhada pela Vida

30 mar, 2026 - 10:55 • Olímpia Mairos , com Liliana Monteiro

Unidade Nacional de Contraterrorismo assume investigação sob coordenação do Ministério Público.

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A Polícia Judiciária (PJ) confirmou que a Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) está a investigar o incidente com um cocktail molotov ocorrido durante a Caminhada pela Vida, encontrando-se o processo sob coordenação do Ministério Público.

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Em esclarecimento enviado à Renascença, a PJ indica que “a competência investigatória do processo foi delegada pelo DCIAP nesta Polícia, encontrando-se a UNCT articulada com o Ministério Público, tendo em vista o regular prosseguimento das investigações relativas ao episódio em apreço”.

O ministro da Administração Interna já tinha admitido que o caso poderá enquadrar-se num crime mais grave. “Poderemos estar perante um crime de natureza terrorista”, afirmou Luís Neves, classificando o ataque como “a execução de um crime de ódio”.

As declarações foram feitas à margem da cerimónia que assinalou os 50 anos do Corpo de Intervenção da PSP, onde o governante sublinhou que o Governo “não aceita ações deste tipo” e “repudia transversalmente todo este tipo de atos”.

O incidente ocorreu no dia 21 de março, em Lisboa, quando um homem arremessou um engenho incendiário do tipo cocktail molotov, que acabou por não explodir, contra os participantes da iniciativa, que reuniu cerca de 500 pessoas.

Luís Neves destacou ainda “a pronta ação” da PSP, assegurando que a investigação está em curso, e defendeu a importância de “tolerância” e “respeito por opiniões diferentes”.

O ministro já tinha anteriormente condenado, por escrito, o que classificou como “extremismo violento” dirigido contra a iniciativa.

Na sequência do incidente, foi detido um homem de 39 anos, suspeito de envolvimento no ataque. Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, o arguido ficou em liberdade, sujeito à medida de coação de apresentações diárias às autoridades.

O caso continua sob investigação, enquanto as autoridades procuram apurar as circunstâncias e eventuais motivações do ataque.

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