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Carlos Cabreiro é a “pessoa indicada” para “repensar” a Polícia Judiciária

31 mar, 2026 - 15:06 • Isabel Pacheco

Sindicato dos funcionários de Investigação Criminal da PJ defende que nomeação de novo diretor é uma “escolha em linha de continuidade com Luís Neves”. Cabreiro era, até agora, diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).

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Para a Associação Sindical dos Funcionários de investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFICPJ) a nomeação de Carlos Cabreiro para a direção da Polícia Judiciária é uma “escolha em linha de continuidade com Luís Neves” – agora ministro da Administração Interna.

À Renascença, o presidente da ASFICPJ, Nuno Domingos, diz tratar-se da “pessoa indicada” para repensar a organização policial dedicada à investigação criminal.

“O que é importante é repensar a polícia como ela está, dar um salto digital que se impõe e, com isso, ter uma melhor PJ. Julgo que o novo diretor nacional, a quem damos os parabéns, será a pessoa indicada”, aponta Nuno Domingos, para quem o facto de Carlos Cabreiro vir da direção da unidade nacional de combate ao cibercrime é revelador.

“O crime tecnológico é transversal a toda a criminalidade, nomeadamente, à criminalidade mais organizada e transnacional. E todos os crimes, hoje em dia, têm uma vertente digital, que, muitas das vezes, são a chave para a resolução dos crimes”, sublinha o inspetor, que acredita que a escolha de Carlos Cabreiro não foi indiferente a essa realidade mas também admite que tenha servido como "um prémio" pelo "bom trabalho" que tem vindo a desenvolver na Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T).

Da nova direção, com mandato de três anos, a ASFICPJ espera abertura e diálogo. Em cima da mesa, recorda Nuno Domingos, está a alteração dos regulamentos da Polícia Judiciária, entre os quais o estatuto profissional.

“O principal desafio é construir uma PJ digital e conseguir-se a aprovação dos regulamentos que há seis anos deviam ter sido aprovados e não foram”, ressalva o inspetor, lembrando que uma “coisa não é indissociável da outra”. "Para ter funcionários devidamente motivados são necessárias essas alterações regulamentares cuja proposta a ASFICPJ já apresentou há três anos”, defende.

O até agora diretor da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica e Coordenador superior de investigação criminal, Carlos Cabreiro foi nomeado, esta terça-feira, diretor da Polícia Judiciária. Sucede a Luís Neves que deixou o cargo a 21 de fevereiro para assumir a pasta do Ministério da Administração Interna. À Renascença, o novo MAI comentou a escolha do seu sucessor, a quem faz rasgados elogios.

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