Desvio de 9.414 euros de sindicato da Guarda Prisional. "Terá sido alguém ligado a mim"
31 mar, 2026 - 19:42 • Pedro Mesquita
O alegado desvio de dinheiro ocorreu através do cartão bancário que estava na posse do "número dois" do SNCGP. A Renascença falou com o presidente do sindicato e com o suspeito.
O "número dois" do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) é suspeito num caso de desvio de fundos do sindicato. À Renascença, Rui Santos defende-se e diz que vai devolver os mais de nove mil euros em falta.
Rui Santos era responsável pela Secretaria pela manutenção do edifício do SNCGP. Do cartão bancário que tinha na sua posse saíram os 9.414 euros, começa por indicar o presidente do sindicato, Frederico Morais: "Confirmo que houve um problema nas contas do sindicato e que faltam 9.400 euros".
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Frederico Morais explica à Renascença que o alegado desvio de dinheiro ocorreu através do cartão bancário que estava na posse de Rui Santos, o seu "número dois".
Confrontado com a situação, Rui Santos acabou por assinar uma confissão de dívida e o caso seguiu para o Ministério Público, adianta Frederico Morais.
"Quando falámos com ele, ele assumiu que era dele mesmo esse dinheiro que faltava, assinou uma confissão de dívida. Nós com essa confissão de dívida remetemos o processo ao Ministério Público através de uma queixa de abuso de confiança agravada e demos início a um processo disciplinar para a averiguação do dano causado ao sindicato, para que o Conselho Fiscal e Disciplinar tome as medidas necessária relativamente à permanência dele como sócio do sindicato."
Contactado pela Renascença, Rui Santos diz que vai liquidar o dinheiro em falta, admite que a verba saiu do cartão que tinha na sua posse, mas garante que não foi ele o autor do desvio.
"Não assumo. Foram desviados [cerca de 9.400 euros], é verdade, mas não foram desviados pela minha pessoa. Terá sido alguém ligado a mim, mas não vou agora estar a falar em situações particulares. Visto que o cartão era da minha responsabilidade, eu tive que assumir a responsabilidade", esclarece.
Questionado pela Renascença sobre qual será a sua estratégia de defesa perante o Ministério Público, Rui Santos garante que antes disso vai devolver o dinheiro: "A minha defesa é liquidar o valor que tenho de liquidar. Quanto ao Ministério Público, depois, tem de chegar lá e explicar o que se passou e, na altura que for, já estará liquidado o problema".
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