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​Mau tempo

Estragos com o mau tempo. Dificuldades com orçamentos atrasam pagamentos dos seguros

31 mar, 2026 - 08:00 • Hugo Monteiro

As seguradoras dizem não ser possível ainda "avançar com uma data" para que estejam concluídos todos os processos relacionados com os prejuízos provocados pelo mau tempo. No entanto, há disponibilidade para fazer adiantamentos em casos mais urgentes.

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O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), José Galamba de Oliveira, diz que são "as dificuldades com as orçamentações" que estão a impedir uma resposta mais rápida aos prejuízos na sequência das tempestades em Portugal.

Em entrevista à Renascença, o responsável da APS reconhece que as empresas seguradoras têm "as peritagens feitas e estão identificados os danos, mas faltam os orçamentos para fechar os processos".

Este quadro é mais complexo "no caso dos sinistros de empresas, na medida em que estes, muitas vezes, envolvem maquinaria e stocks muito específicos, que obrigam a orçamentos muito especializados, muitas vezes até de empresas internacionais". A situação faz com que "o fecho destes sinistros esteja a tardar mais do que gostaríamos", diz.

Na base destas dificuldades estão, por um lado, "o volume muito grande" de pedidos e a "quantidade imensa de orçamentos que é preciso fazer" e que dependem de "empreiteiros e de empresas de construção civil".

Por outro lado, há quer ainda em conta "a complexidade em algumas situações".

Galamba de Oliveira teme que estes casos mais complexos tenham um desfecho mais demorado, uma vez que são "as que muitas vezes obrigam a orçamentos mais especializados, de maquinaria que muitas vezes é produzida lá fora, que é preciso identificar qual é que é o grau de dano dessa maquinaria - se é só substituir uma placa eletrónica ou se é preciso substituir componentes mais complexos - e, portanto, esses demoram um bocadinho mais".

A questão foi também levantada por muitos dos afetados ao longo dos três dias do Três por Todos da Renascença, que passou por Alcácer do Sal, Coimbra e Leiria.

Os números já apurados pela APS apontam para que, de um total de mais de 180 mil sinistros registados, cerca de 75 mil "já estão regularizados e pagos". São "264 milhões de euros" de um total que poderá chegar "aos mil milhões de euros", o que significa que "estará pago cerca de 25% do total".

Perante as dificuldades de orçamentação, José Galamba de Oliveira diz não ser possível "avançar com uma data" para todos os processos estarem concluídos. No entanto, o presidente da APS garante que, para casos urgentes, em que ainda não foi possível fechar o sinistro, "há disponibilidade das seguradoras para fazer adiantamentos".

"Se houver procedimentos parciais que as empresas possam identificar como importantes para começar a avançar com a sua recuperação, o meu apelo é que o façam e contactem a seguradora o mais rapidamente possível", sublinha.

O apelo é também para "os clientes individuais que possam ter situações mais complexas" porque já "há muitos adiantamentos feitos a clientes individuais, relacionados, nomeadamente, com prejuízos em habitações".

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