Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 21 mai, 2026
A+ / A-

Plataforma realiza protesto em Lisboa para denunciar degradação das condições no SNS

31 mar, 2026 - 06:40 • Lusa

Entre os motivos para o protesto, a reorganização dos serviços de urgência de obstetrícia e ginecologia na Grande Lisboa, o projeto "Ligue antes, Salve Vidas", da linha SNS 24 que obriga ao contacto prévio ir às urgências.

A+ / A-

A Plataforma Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde realiza esta terça-feira uma ação de protesto junto ao Hospital São José, em Lisboa, para denunciar "o agravamento inaceitável" das condições de acesso aos cuidados de saúde.

A "ação de denúncia" terá início às 07h30 e inclui a distribuição de um comunicado aos utentes e profissionais de saúde e uma conferência de imprensa para alertar para a urgência de "travar a degradação do SNS".

"O nosso objetivo é voltar a chamar a atenção para o plano que o Governo definiu há dois anos para a saúde, que não está a funcionar, antes pelo contrário, está a falhar em diversas vertentes", disse à agência Lusa Fátima Amaral, membro da Plataforma Lisboa em Defesa do SNS.

Entre os principais problemas apontados está a reorganização dos serviços de urgência, nomeadamente o encerramento das urgências de obstetrícia e ginecologia dos hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro, concentrando a resposta "numa só localidade", uma situação que obriga grávidas "a percorrer quilómetros e quilómetros", constringindo para partos em ambulâncias ou na via pública, disse Fátima Amaral.

A plataforma critica igualmente o projeto "Ligue Antes, Salve Vidas", que obriga ao contacto prévio com a Linha SNS 24 antes da deslocação às urgências, afirmando que tem criado "efetivos constrangimentos" aos utentes no acesso aos cuidados de saúde".

Outro dos problemas identificados é a falta de médicos de família, que atinge mais de 1,1 milhão de utentes na região de Lisboa e Vale do Tejo, dos quais 790 mil têm mais de 80 anos, observou Fátima Amaral.

Deu como exemplos preocupantes desta situação Alenquer, onde 30 mil dos 40 mil utentes não têm médico de família e Azambuja, onde esta situação atinge 91% dos utentes. .

Na Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, mais de 183 mil utentes não têm médico de família atribuído, sendo que só no concelho da Amadora esse número ronda os 55 mil.

Fátima Amaral alertou que a falta de acesso aos cuidados de saúde primários vai "influenciar negativamente os problemas que já existem, e que em muitos casos são estruturais, nas unidades hospitalares", aumentando a pressão sobre as urgências.

A este cenário somam-se a falta de camas em determinas especialidades e longas listas de espera para consultas, tratamentos e cirurgias, com doentes a aguardarem meses ou anos por atendimento, havendo mesmo casos de pessoas que morrem "à espera de uma intervenção cirúrgica que nunca chega", denuncia a plataforma. .

A plataforma denuncia que esta realidade não resulta de situações isoladas, mas sim de uma política prolongada de desinvestimento no SNS, que tem consequências graves: "Aumento das desigualdades no acesso à saúde, transferência de custos para as famílias, desumanização e degradação da qualidade dos cuidados, a desvalorização e exaustão dos profissionais de saúde".

Para inverter esta situação, exige mais investimento, valorização dos profissionais de saúde, reabertura e reforço de serviços e a "garantia de acesso universal, digno e seguro" aos cuidados de saúde.

Integram a plataforma as comissões de utentes da Cidade de Lisboa, Amadora e Sintra, a Direção Regional de Lisboa do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o Movimento Democrático de Mulheres, a Inter-Reformados de Lisboa, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas, o Sindicato Nacional dos Psicólogos e a União dos Sindicatos de Lisboa (CGTP-IN).

Ouvir
  • Noticiário das 15h
  • 21 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • EU
    31 mar, 2026 PORTUGAL 13:13
    " degradação das condições do SNS " dizem EM LISBOA uma série de Pessoas e Instituições. Reparem que a GRANDE LISBOA acolhe as BOAS CABEÇAS idas do resto do País. É só verem onde essas CABECINHAS nasceram e depois venham por aí fora e VEJAM como os Serviços de Saúde funcionam NORMALMENTE. Já não é a primeira vez que digo aqui RR que a ULSTMAD com sede na Vila de Lordelo no Concelho e DISTRITO de Vila Real recebe TODOS OS DIAS Utentes " Doentes " do Concelho Vilarealense e respectivo Distrito bem como dos DISTRITOS de Bragança de Viseu e do Porto. Reparem que um PEQUENO LOCAL está disponível para PRESTAR CUIDADOS DE SAÚDE a uma grande Comunidade. Ontem estive LÁ numa CONSULTA de Cardiologia a qual estava marcada para as DEZ HORAS e depois de ter feito um ECG fui chamado para a consulta ÀS DEZ horas e NOVE MINUTOS. Vi no parque de estacionamento alí ao lado ambulâncias de Miranda do Douro Vinhais Mirandela Macedo de Cavaleiros São João da Pesqueira Armamar Carrazeda de Ansiães Resende e algumas mais. Isto é SER SÉRIO e não ouvi BARULHO OU ZARAGATAS. Isto é SER SÉRIO dizer a verdade e não inventar histórias. Isto é SER SÉRIO e não fazer ou dizer o contrário daquilo que VEJO E ASSISTO. Todos CONDENAMOS o que se está a passar com a GUERRA do IRÃO mas estas manifestações em Lisboa SÃO tão MALÉFICAS como o que se esta a passar naqueles Países. Estas manifestações em Lisboa SÓ causam PÂNICO nos menos esclarecidos e nos ............... .
  • Plataformas
    31 mar, 2026 de Protesto 07:23
    Era otimo ter no "bairro" um Hospital com todas as valências, um Centro de Saúde, Agrupamento de escolas com todos os niveis de Ensino, se possível também Faculdades, Polícia, Bombeiros, Finanças, todos os serviço públicos, e transportes à porta. Como isso não é possível, tem de haver reorganização, é que protestar por protestar isso é fácil e qualquer um faz. Agora resolver verdadeiramente os problemas... Isso não vai lá com "plataformas de protesto".

Vídeos em destaque