RASI: Crime de violação atinge o valor mais elevado da última década
31 mar, 2026 - 13:03 • João Carlos Malta com Lusa
Primeiro-ministro comentou Relatório Anual de Segurança Interna, salientando que houve um "aumento da criminalidade geral participada" mas também uma diminuição da criminalidade violenta e grave.
O primeiro-ministro afirmou esta terça-feira que 2025 trouxe "um aumento da criminalidade geral participada" e uma diminuição da criminalidade violenta e grave. As violações atingiram o maior número da última década.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou que "a pequena oscilação" na criminalidade geral e na criminalidade violenta mostra a estabilização dos números em Portugal.
Os números constam do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). A criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1%.
"Este crescimento resulta, sobretudo, de tipologias de crime associadas ao maior reforço de fiscalização das autoridades e a uma maior proatividade policial, em áreas como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas, desobediência, entre outras", lê-se na nota do Sistema de Segurança Interna enviada à comunicação social.
Já a criminalidade violenta e grave participada "diminuiu 1,6%".
Luís Montenegro presidiu à reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025, que será ainda hoje remetido ao Parlamento.
Ao longo da última década, Portugal continua a não registar oscilações muito expressivas, tendência que o RASI de 2025 confirma.
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Na criminalidade violenta é o roubo o tipo de crime mais representado. A violação apresenta os valores mais elevado da última década, sendo que a violência doméstica desce pelo terceiro ano consecutivo. Ainda assim, neste tipo de crime estamos a falar de 29.644 participações (menos 1,9% do que no ano anterior).
Em relação às vítimas, o documento diz que 69% são mulheres e Lisboa, Porto e Setúbal os locais em que mais ocorrem.
Os crimes contra o património valem metade do total da criminalidade ( 50,5%), sendo que os crimes contra as pessoas são 25% do total da criminalidade.
O furto mantém-se como o crime mais participado neste RASI.
Os crimes a conduzir, seja sobre o efeito de álcool ou sem carta, sobem. Já o abuso de garantia ou de crédito descem.
Noutras tipologias, os Serviços dos Sistemas de Segurança põem o foco no aumento das participações, detenções e apreensões por tráfico de droga. No haxixe a subida é de mais de 100%.
Também no auxílio à imigração ilegal, o registo de crime triplicou. Foi no ano passado, mais 225%.
Em termos geográficos, Açores é a região onde mais desceu a criminalidade geral e Coimbra e Leiria, onde mais cresceu.
- Noticiário das 6h
- 16 abr, 2026








