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Sinistralidade

ANSR e Infraestruturas de Portugal querem reduzir mortes na estrada em 50% até 2030

01 abr, 2026 - 14:19 • Olímpia Mairos

Acordo entre as duas entidades prevê 224 milhões de euros em segurança rodoviária, mais radares e medidas para travar a sinistralidade em Portugal.

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A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e a Infraestruturas de Portugal (IP) assinaram esta quarta-feira um compromisso com o objetivo de reduzir pelo menos 50% o número de vítimas mortais e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030, no âmbito da Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária “Visão Zero”.

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O acordo, que estará em vigor até ao final de 2027, reforça a cooperação entre as duas entidades numa área que continua a representar um grave problema social e económico. Em 2024, morreram 618 pessoas em acidentes rodoviários em Portugal e 2.626 ficaram gravemente feridas.

No âmbito deste compromisso, a Infraestruturas de Portugal estabelece como meta reduzir o número de vítimas mortais na rede sob sua gestão para menos de 133 até 2030, através do reforço do investimento em segurança rodoviária.

Segundo as entidades, o objetivo passa por salvar vidas e aproximar Portugal das metas europeias de redução da sinistralidade.

O Plano de Redução da Sinistralidade 2024-2030 prevê um investimento de 224 milhões de euros, com intervenções que vão desde melhorias na infraestrutura até ao reforço da prevenção.

Mais radares, campanhas e dados em tempo real

Para o biénio 2026-2027, o compromisso inclui um conjunto de medidas concretas. A ANSR vai apostar em campanhas de sensibilização, reforço da gestão de velocidades e eventual instalação de radares em locais com maior sinistralidade.

Está também previsto o desenvolvimento de sistemas de informação e monitorização, com recurso a inovação tecnológica.

“Queremos melhorar a recolha e análise de dados para uma resposta mais rápida e eficaz”, refere a ANSR.

Por sua vez, a Infraestruturas de Portugal será responsável por intervenções físicas na rede rodoviária, incluindo o tratamento de travessias urbanas, separação de sentidos de circulação em vias rurais e eliminação ou proteção de obstáculos nas bermas.

Entre as medidas previstas estão ainda guias sonoras para prevenção de despistes e ações em zonas com maior concentração de acidentes.

Monitorização e responsabilidade partilhada

O compromisso prevê mecanismos de monitorização semestral e relatórios anuais, garantindo o acompanhamento da execução das medidas.

As duas entidades destacam que o sucesso destas metas depende do envolvimento de toda a sociedade.

“A segurança rodoviária é uma responsabilidade partilhada e exige o compromisso de todos os utilizadores da estrada”, lê-se no comunicado conjunto.

O acordo enquadra-se na Segunda Década de Ação para a Segurança Rodoviária da ONU (2021-2030) e nas metas europeias, que visam reduzir significativamente o número de mortos e feridos graves nas estradas.

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