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Buscas por jovem desaparecido no mar da Costa da Caparica

01 abr, 2026 - 18:48 • Marisa Gonçalves , com Ricardo Vieira

Jovem de 17 anos estava a jogar à bola com amigos, entrou no mar e desapareceu na praia do Dragão Vermelho. Autoridade Marítima Nacional alerta, contudo, que “o mar ainda é de inverno e apresenta um risco elevado devido aos efeitos da agitação marítima”.

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Um jovem de 17 anos desapareceu esta quarta-feira à tarde no mar da praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica.

O alerta foi dado às 16h45 e, de imediato, foram iniciadas buscas pelos nadadores-salvadores, indica a Autoridade Marítima Nacional (AMN), em comunicado.

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Nas operações de busca estão também empenhados tripulantes da Estação Salva-vidas de Cascais, elementos da Capitania do Porto e do Comando Local da Polícia Marítima de Lisboa.

Foi ainda mobilizada uma aeronave da Força Aérea Portuguesa.

De acordo com a Autoridade Marítima, "o jovem encontrava-se acompanhado dos amigos a jogar futebol, tendo entrado no mar e acabado por desaparecer".

As buscas foram suspensas ao cair da noite e serão retomadas na quinta-feira de manhã, disse à Renascença o comandante Nuno Mota Moreira, capitão do Porto de Lisboa.

"As buscas foram interrompidas às 20h00. Revelaram-se infrutíferas com o dispositivo que tínhamos de meios náuticos e com a colaboração de um helicóptero da Força Aérea. A intenção é retomarmos as buscas amanhã, após o nascer do sol, pelas 08h00, com um dispositivo náutico e também com duas embarcações e com alguns elementos por terra e aguardamos a disponibilidade de um meio aéreo, por parte da Força Aérea", indicou o comandante Nuno Mota Moreira.

Meios e alertas reforçados

A AMN anunciou esta quinta-feira que vai reforçar, até 12 de abril, os meios de vigilância e assistência a banhistas nas zonas Centro e Sul de Portugal continental, devido à previsão de subida das temperaturas e ao aumento da afluência às praias.

Em comunicado, a autoridade explica que, “encontrando-se a maioria das praias portuguesas sem dispositivo de segurança balnear nesta altura do ano”, será intensificada a vigilância no âmbito do programa “Praia Segura” e do projeto “SeaWatch”.

A Autoridade Marítima Nacional alerta, contudo, que “o mar ainda é de inverno e apresenta um risco elevado devido aos efeitos da agitação marítima”, bem como à alteração da morfologia das praias provocada pela ondulação forte.

Segundo a entidade, estas condições podem criar “zonas de fundões, declives acentuados, remoinhos e agueiros que não se encontram sinalizados”.

Face aos riscos, a autoridade deixa um conjunto de recomendações aos banhistas, sublinhando que “o final feliz também depende de si”.

As recomendações da AMN:

  • “Vigiar permanentemente as crianças e não permitir que se afastem, mantendo-as sempre próximas de um adulto”;
  • “Evitar comportamentos de risco, não virando as costas ao mar e mantendo distância de segurança da linha de água”;
  • “Respeitar a sinalização das praias e as indicações das autoridades e nadadores-salvadores”;
  • “Em caso de perigo, não entrar na água e pedir ajuda através do 112”.

[notícia atualizada às 21h12, de 01/04/2026 - buscas serão retomadas na quinta-feira de manhã]

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