Saúde mental
Ansiedade cresce em Portugal enquanto esperança de vida recupera após pandemia
06 abr, 2026 - 16:47 • Olímpia Mairos
Dados do INE mostram agravamento da saúde mental, apesar da longevidade regressar a níveis próximos do período pré-pandemia.
Os níveis de ansiedade entre a população em Portugal têm vindo a aumentar, contrastando com a recuperação da esperança de vida para valores próximos dos registados antes da pandemia, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
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De acordo com o relatório, cerca de 23,8% da população com 16 ou mais anos reporta limitações nas atividades diárias devido a problemas de saúde, sendo os sintomas de ansiedade um dos fatores em crescimento. A prevalência destes sintomas tem registado uma tendência crescente nos últimos anos, refletindo um agravamento da saúde mental da população.
Este aumento surge num contexto marcado por fatores como instabilidade económica, pressão social e os efeitos prolongados da pandemia.
Ao mesmo tempo, os indicadores de longevidade mostram sinais positivos. “A esperança de vida à nascença situa-se em valores próximos dos registados antes da pandemia”, refere o INE, indicando uma recuperação após a quebra verificada durante os anos mais críticos da crise sanitária.
Este contraste evidencia uma realidade complexa: os portugueses vivem, em média, mais anos, mas enfrentam maiores desafios ao nível do bem-estar psicológico.
O relatório destaca ainda que o aumento da ansiedade pode comprometer a qualidade de vida, mesmo num cenário de estabilidade da esperança de vida. A saúde mental assume, assim, um papel cada vez mais relevante nas políticas públicas e na organização dos cuidados de saúde.
Os dados reforçam a necessidade de reforçar respostas na área da saúde mental, numa altura em que os ganhos em longevidade coexistem com novos desafios ligados ao bem-estar emocional da população.
- Noticiário das 7h
- 14 abr, 2026








