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Sinistralidade rodoviária

"Massacre inacreditável" nas estradas. Presidente do ACP defende penas "super-pesadas"

06 abr, 2026 - 23:01 • Pedro Mesquita , com redação

Em reação aos números da Operação Páscoa, Carlos Barbosa considera que, apesar de haver muita fiscalização, portugueses "continuam a guiar como loucos".

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"Massacre inacreditável" nas estradas. Presidente do ACP defende penas "super-pesadas"

Há um “massacre inacreditável" em curso nas estradas portuguesas, afirma o presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, em reação aos números da Operação Páscoa da PSP e da GNR.

Pelo menos 19 pessoas morreram, entre o início da operação de segurança rodoviária e esta segunda-feira ao final da tarde, e 47 ficaram gravemente feridas. Só nos últimos três dias registaram-se mais do dobro das mortes de toda a Operação Páscoa do ano passado.

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Em declarações à Renascença, o presidente do ACP classifica estes números como "um massacre inacreditável".

“Qualquer pessoa vai para uma escola de condução, não é para aprender a guiar, mas sim para tirar a carta”, diz Carlos Barbosa, para quem os exames “são permissivos” e as campanhas de segurança rodoviária “fraquíssimas”.

O presidente do ACP considera que “continua a haver esta loucura” ao volante. “Apesar de haver muita fiscalização na estrada, as pessoas continuam a achar que o dia vai acabar amanhã e, portanto, continuam a guiar como loucos”, atira.

Carlos Barbosa defende penas mais pesadas para os comportamentos de risco, em particular para os que conduzem sob o efeito do álcool.

“As penas não são pesadas, as penas para o álcool deviam ser super-pesadas. Veja a quantidade de pessoas que foram apanhadas com o álcool. É inadmissível numa altura destas. As pessoas iam ficar cinco anos sem carta e prisão, inclusivamente”, sugere Carlos Barbosa.

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