Luso-belga detido na RCA foi libertado e chega hoje a Lisboa
07 abr, 2026 - 18:46 • Pedro Mesquita Lusa
Luso-belga Joseph Figueira Martin foi libertado na República Centro-Africana. Trabalhador humanitário estava detido há cerca de dois anos. Regresso a Lisboa ocorre num voo militar da Força Aérea.
O luso-belga Joseph Figueira Martin, detido há quase dois anos na República Centro-Africana (RCA), foi libertado e está a caminho de Lisboa num avião militar português, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento.
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Segundo Paulo Rangel, a libertação resultou de uma medida de clemência, após um longo processo diplomático que envolveu várias entidades nacionais e internacionais.
O trabalhador humanitário terá sido sequestrado por mercenários russos do grupo Wagner na República Centro-Africana, onde permaneceu detido desde então, em Bangui.
“Nós conseguimos hoje a libertação do luso-belga, o cidadão luso-belga, José Figueira Martins, estava preso na República Centro-Africana, em Bangui, foi hoje um avião militar português buscá-lo”, disse Paulo Rangel.
O ministro destacou o envolvimento de diferentes órgãos de soberania, incluindo o atual Presidente da República, António José Seguro, o anterior chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, os serviços diplomáticos, a Força Aérea e as autoridades belgas.
“Devo dizer que isto se deve muito ao esforço de todos os órgãos de soberania, mas em particular do Presidente da República atual, também de um esforço enorme do Presidente da República anterior, dos serviços diplomáticos, da Força Aérea e das autoridades belgas”, afirmou Paulo Rangel.
De acordo com o governante, a operação incluiu uma missão médica, devido à situação humanitária do cidadão, considerada difícil.
“Chegará hoje a Lisboa, a missão partiu hoje e regressa hoje, já está no ar, a caminho de Lisboa, e, portanto, eu julgo que para os direitos humanos, porque a situação humanitária e foi essa a razão pela qual lhe foi concedida uma medida de clemência, era de facto muito difícil”, sublinhou Paulo Rangel.
O ministro acrescentou que a intervenção de António José Seguro terá sido determinante para o desfecho do processo, após uma comunicação decisiva com as autoridades envolvidas.
“O Presidente Seguro fez aqui, digamos, o passo final numa comunicação com o Presidente do ADRA e penso que é um grande motivo de alegria para o Ministério, porque isto foi uma batalha muito dura ao longo destes dois anos”, concluiu Paulo Rangel.
Seguro agradece colaboração
Numa nota publicada no site da Presidência, Seguro expressou “grande satisfação pela libertação, hoje concretizada, do cidadão luso-belga Joseph Figueira Martin”, que se encontrava detido desde 27 de maio de 2024 na República Centro-Africana.
“O Presidente da República agradece ao Presidente da República Centro-Africana, Faustin-Archange Touadéra, o empenho e colaboração determinantes”, que permitiram a libertação por razões humanitárias, refere a nota, acrescentando que esse agradecimento foi transmitido através de um telefonema.
O chefe de Estado destacou ainda o contributo do seu antecessor.
“O Presidente da República agradece todos os esforços que o seu antecessor, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, efetuou durante o seu mandato”, pode ler-se na mensagem divulgada pela Presidência.
- Noticiário das 14h
- 18 abr, 2026








