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Incêndios: Comando Integrado de Prevenção e Operações vai ser apresentado esta quarta-feira

08 abr, 2026 - 06:12 • Lusa

A nova estrutura vai funcionar em articulação permanente com as autarquias, bombeiros, sapadores florestais e entidades locais.

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O Governo vai apresentar esta quarta-feira, em Leiria, o Comando Integrado de Prevenção e Operações, estrutura de coordenação para reduzir o risco de incêndios rurais antes do verão, num ano em que há milhares de árvores caídas devido às tempestades.

O centro de comando avançado da proteção civil que servirá de sede ao Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) vai ser instalado em Leiria e terá como finalidade a remoção do material combustível acumulado pelas tempestades, a limpeza de áreas críticas, a reabertura de caminhos e a melhoria de acessos.

A redução do risco de incêndio antes do verão é o que Governo pretende com esta estrutura, que envolve os ministérios da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar.

Na apresentação do CIPO vão estar autarcas, representantes das Forças Armadas, estruturas da proteção civil, bombeiros, sapadores e empresas do setor florestal.

"Como parte da estratégia do Governo para a prevenção de fogos florestais foi criada uma estrutura interministerial de coordenação com diferentes entidades e atores relevantes — o Comando Integrado de Prevenção e Operações", lê-se na convocatória para a reunião enviada esta quarta-feira às várias entidades.

Nesta convocatória é referido que o CIPO tem como finalidade o "reforço da capacidade de planeamento, antecipação, intervenção e controlo do risco, com meios no terreno e coordenação permanente".

O convite, enviado pelo Ministério da Administração Interna (MAI), indica que o país atravessa "tempos muito exigentes no plano da proteção do território e da segurança das populações", tendo as tempestades recentes deixado "uma acumulação massiva e altamente perigosa de material combustível numa vasta área do país" que agrava o risco de incêndio.

O MAI sublinha que o país se encontra "perante um cenário que exige preparação, coordenação e capacidade de execução" e considera que se está perante uma situação extraordinária que exige "respostas extraordinárias".

Fazem parte do CIPO a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), na coordenação operacional, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), na orientação técnica e gestão florestal, a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), na monitorização e avaliação, a GNR, na fiscalização, as Forças Armadas, através do apoio operacional e logísticos, e um oficial de ligação nomeado pela Liga dos Bombeiros portugueses.

Esta nova estrutura vai funcionar em articulação permanente com as autarquias, bombeiros, sapadores florestais e entidades locais.

Na apresentação do CIPO vão estar presentes os ministros da Administração Interna, Defesa Nacional e Agricultura e Mar e entidades que integram a estrutura, designadamente a ANEPC, ICNF, AGIF, GNR e Estado-Maior General das Forças Armadas.

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