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Pobreza

Banco Alimentar com mais pedidos de ajuda e pode piorar. "O cabaz vai aumentar ainda mais"

09 abr, 2026 - 00:24 • Alexandre Abrantes Neves

Isabel Jonet adianta que há cada vez mais instituições de solidariedade social a pedirem ajuda, principalmente nos hortofrutícolas. "Pode haver menos quantidade de doações" na próxima campanha nos supermercados, assume presidente do Banco Alimentar.

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Já subiram e vão continuar a subir. O Banco Alimentar contra a Fome regista um crescimento nos pedidos de ajuda nas últimas semanas, à boleia do cabaz alimentar que atingiu, esta quarta-feira, mais um recorde de 257,95€.

“Seja por parte de particulares ou das instituições de solidariedade social. Elas próprias têm de enfrentar um acréscimo dos preços do cabaz alimentar, que servem, por exemplo, nos lares, nas creches, nos jardins infantis, mas também do preço da energia e, portanto, pedem ajuda”, adianta à Renascença a presidente do Banco Alimentar, Isabel Jonet.

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Números concretos só devem existir no final de maio, mas a expectativa é que a solicitações não parem de aumentar: além do conflito no Médio Oriente e do impacto que ainda pode acentuar nos preços dos fertilizantes e de produtos agrícolas, Isabel Jonet relembra que também os temporais do início do ano influenciam negativamente a oferta nos supermercados e, por isso, os preços.

“As tempestades de janeiro e fevereiro vieram estragar muitas, e até destruir, muitas culturas, por exemplo, de hortofrutícolas, de arroz e de cenouras no Ribatejo e de vários bens que, habitualmente, eram doados ao Banco Alimentar e que fazem parte daquilo que é o consumo habitual dos portugueses”, alerta.

Perante este cenário, o Banco Alimentar assume que a próxima campanha nos supermercados (a 30 e 31 de maio) pode trazer menos mantimentos aos armazéns, embora recuse falar numa “menor adesão” da solidariedade dos portugueses.

“Há um esforço maior que é pedido às famílias que contribuem e, portanto, a solidariedade dos portugueses tenho a certeza que se vai manifestar uma vez mais. Mas antecipamos que, em termos de quantidades, se possa refletir até num decréscimo do total que é doado”, admite Jonet, que pede um maior esforço de voluntários.

“É um apelo ao voluntariado para que as pessoas se possam disponibilizar duas, três, quatro horas do seu tempo, no fim de semana. Depois, mais perto, ainda temos um mês e meio, logo veremos aqueles produtos que farão mais falta nessa altura, dependendo até daquilo que será este jogo entre a oferta e a procura”, remata.

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