Governo admite multas de trânsito mais pesadas para infratores
10 abr, 2026 - 07:14
O ministro da Administração Interna admite aumentar punições em casos de excesso de velocidade e condução sob o efeito do álcool, revela o semanário "Expresso". Na base da decisão está o número recorde de 20 mortos na Operação Páscoa deste ano, da PSP e da GNR.
O Governo está a ponderar aumentar as punições a quem conduzir em excesso de velocidade ou alcoolizado, revela, esta sexta-feira, o semanário "Expresso".
As duas dezenas de mortos na Operação Páscoa deste ano terão sido o motivo que levou o novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, a referir recentemente que "é tempo de agir" e, por isso, a querer apresentar "um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, e outras mais imediatas” para travar a sinistralidade.
Por comparação, na Operação da Páscoa de 2024, houve cinco vítimas mortais. Desde o início deste ano ano, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária já contabilizou 133 vitimas mortais em acidentes nas estradas portuguesas — mais 35 do que no mesmo período do ano passado. Houve mais 5.400 acidentes relativamente ao mesmo período de 2025.
De acordo com o jornal "Expresso", que cita fonte do gabinete do ministro, o Governo quer agravar “a punição” de condutores que pratiquem “manobras perigosas”, condução “em excesso de velocidade” ou com “excesso de álcool”. Estas medidas serão acompanhadas de uma melhoria das estradas. Assim, com condições melhoradas, "terá de aumentar a punição dos comportamentos de risco”, acrescenta a mesma fonte ao jornal.
Entre as medidas preconizadas está também o fim da publicitação das operações STOP, que, atualmente, são divulgadas previamente nas redes sociais, tanto da PSP como da GNR, sendo adiantadas informações como o dia e o local onde vão decorrer.
A 1 de abril, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e a Infraestruturas de Portugal assinaram um compromisso para reduzir para metade o número de vítimas mortais e feridos graves nas estradas portuguesas até 2030 e alcançar zero vítimas até 2050. Para tal, está previsto o investimento de 224 milhões de euros.
Segundo um recente estudo da Comissão Europeia, que compara o número de vítimas mortais por cada milhão de habitantes, em Portugal o número de mortos é 29% mais elevado do que a média europeia.
[Notícia atualizada às 11h38 de 10 de abril de 2026]
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