Ouvir
  • Noticiário das 19h
  • 13 mai, 2026
A+ / A-

Coimbra

PCP acusa autarca de Coimbra de tentar condicionar jornalista da agência Lusa

11 abr, 2026 - 15:40 • Lusa

Em causa estão declarações de Ana Abrunhosa sobre o trabalho de um jornalista da Lusa sobre a Casa do Cinema de Coimbra estar em risco de perder a sua licença por o município não avançar com o plano de reabilitação acordado.

A+ / A-

O PCP acusou este sábado a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, de tentar condicionar o livre exercício do jornalismo ao fazer acusações ao jornalista João Gaspar, da agência Lusa, que evidenciaram "traços de prepotência".

"O PCP condena a tentativa de condicionamento do livre exercício do jornalismo, ocorrida na reunião do executivo municipal de Coimbra desta sexta-feira", salienta-se num comunicado emitido pela estrutura concelhia de Coimbra dos comunistas.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Este partido assinala que, "conforme foi noticiado", a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, eleita pelo PS nas últimas eleições autárquicas, "dirigiu ao jornalista da agência Lusa uma acusação de falha deontológica grave a propósito do tratamento noticioso da situação da Casa do Cinema de Coimbra".

A notícia cita o coordenador do espaço, Tiago Santos, segundo o qual a Casa do Cinema de Coimbra está em risco de perder a sua licença por o município não avançar com o plano de reabilitação acordado, e acrescenta que a Lusa questionou o executivo municipal, mas não obteve qualquer resposta.

Para os comunistas, este episódio, da parte de Ana Abrunhosa, revela "traços de prepotência e dificuldade em lidar com a crítica, tanto mais que a própria presidente [da Câmara] confirma que não respondeu aos questionamentos do jornalista".

"O PCP considera que o respeito pelos trabalhadores da comunicação social é um dever básico dos detentores de cargos públicos, manifesta inteira solidariedade para com o jornalista visado e saúda a sua posição de defesa do livre exercício da profissão", lê-se no comunicado.

O PCP manifesta depois solidariedade "com a luta dos jornalistas contra a precariedade, os baixos salários e contra a deterioração das suas condições de trabalho que constituem também fatores que incrementam a grande pressão a que os jornalistas estão hoje submetidos nos mais diferentes órgãos de comunicação".

Na sexta-feira, na sequência deste episódio, a direção de Informação da Agência Lusa escreveu uma carta à presidente da Câmara de Coimbra "repudiando acusações" que a autarca dirigiu ao jornalista João Gaspar, durante uma reunião pública do executivo camarário.

Numa nota depois emitida, a direção de informação da Agência Lusa considera que as acusações feitas pela presidente da Câmara de Coimbra foram "descabidas, infundadas e difamatórias".

A direção de informação da Lusa reiterou a sua confiança no jornalista João Gaspar, "cujo percurso de jornalismo na Lusa é irrepreensível".

Na mesma nota, a direção de informação da Lusa acentua que João Gaspar se limitou a fazer uma notícia a propósito da Casa do Cinema de Coimbra, dando conta das preocupações do coordenador do espaço.

"Mais, procurou fazer o contraditório, pedindo esclarecimentos à Câmara. Só ao fim de nove dias publicou a noticia e mesmo assim só após ter instado pessoalmente a responsável pela comunicação daquele órgão", acrescenta-se na mesma nota.

Ouvir
  • Noticiário das 19h
  • 13 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque