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Segurança

Detido suspeito de arremessar “cocktail molotov” contra Marcha pela Vida em Lisboa

15 abr, 2026 - 11:01 • Olímpia Mairos

Ataque junto à Assembleia da República terá tido motivação ideológica e colocou famílias em risco.

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A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta terça-feira o suspeito de ter arremessado um engenho incendiário (“cocktail molotov”) contra participantes da “Marcha pela Vida”, no passado dia 21 de março, em Lisboa.

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Em comunicado, a PJ adianta que a detenção foi realizada pela Unidade Nacional Contraterrorismo (UNCT) e que o suspeito está indiciado pela “tentativa da prática de crimes de infrações terroristas”, bem como detenção de arma proibida, incêndio, explosão e ofensas à integridade física grave.

Segundo as autoridades, o ataque ocorreu “frente à escadaria da Assembleia da República”, tendo como alvo participantes da manifestação, incluindo famílias com crianças e bebés.

A PJ refere que o suspeito lançou “um engenho incendiário improvisado”, colocando em risco a integridade física das pessoas presentes.

“Desde que foi delegada a competência de investigação na PJ, foram realizadas dezenas de diligências com o objetivo de obtenção de prova”, lê-se na nota. As investigações culminaram no cumprimento de mandados de detenção e de busca, tendo sido apreendidos elementos que indiciam um móbil ideológico.

O detido será presente esta quarta-feira ao Tribunal Central de Instrução Criminal para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

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