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Cibercrime

Operação internacional trava redes de ciberataques por encomenda

16 abr, 2026 - 16:48 • Olímpia Mairos

Polícia Judiciária remove dezenas de sites e integra ação global com impacto em mais de 75 mil utilizadores.

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A Polícia Judiciária (PJ), através da sua Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica, participou numa operação global apoiada pela Europol, com o objetivo de combater o fenómeno do DDoS-for-hire.

Segundo a PJ, o DDoS-for-hire é atualmente uma das formas mais acessíveis de cibercrime, permitindo que indivíduos com poucos conhecimentos técnicos realizem ataques que podem causar danos significativos, tornando serviços digitais inacessíveis.

Basicamente, acede-se a um serviço ilegal que oferece ataques por encomenda: os usuários escrevem um endereço IP de destino, selecionam o tipo de ataque e escolhem a sua duração.

As motivações variam entre curiosidade, ideologia e ganhos financeiros, incluindo extorsão e sabotagem de serviços concorrentes.

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No âmbito desta operação, denominada Operação PowerOFF, foram visados mais de 75 mil utilizadores associados a este tipo de atividade criminosa. Em Portugal, a PJ destacou-se ao efetuar 62 pedidos junto da Google, tendo sido confirmada a remoção de 59 sites — o maior número entre os países participantes.

Como medida complementar, Portugal está a promover uma campanha de sensibilização através de Google Ads, numa iniciativa conjunta entre a Polícia Judiciária, a Polícia de Segurança Pública e o Centro Nacional de Cibersegurança. A campanha terá a duração de oito semanas e começou a 13 de abril.

A operação internacional envolveu 21 países e resultou em 23 detenções, no encerramento de 53 domínios e na emissão de 25 mandados de busca. Antes da ação principal, foram realizados vários “sprints” operacionais com especialistas internacionais para desmantelar plataformas ilegais e sensibilizar utilizadores.

Durante essas ações, foram desativados serviços “booter”, utilizados para lançar ataques DDoS contra websites, servidores e redes. A apreensão destas infraestruturas permitiu travar operações criminosas e prevenir novos ataques.

As bases de dados recolhidas permitiram identificar mais de três milhões de contas de utilizadores, reforçando a dimensão global do fenómeno.

Segundo a PJ, o DDoS-for-hire é atualmente uma das formas mais acessíveis de cibercrime, permitindo que indivíduos com poucos conhecimentos técnicos realizem ataques que podem causar danos significativos, tornando serviços digitais inacessíveis.

As motivações variam entre curiosidade, ideologia e ganhos financeiros, incluindo extorsão e sabotagem de serviços concorrentes.

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